domingo, 4 de outubro de 2009

Mike Mentzer

Mike Mentzer
[☼ 15 de novembro de 1951 , † 10 de junho de 2001]
Mike Mentzer foi um ex-fisiculturista profissional da IFBB, homem de negócios,
autor de livros, e filósofo.

* 1 A filosofia do bodybuilding
* 2 O sistema de treinamento de Mentzer
* 3 Seu histórico competitivo
* 4 Sua carreira no bodybuilding
* 5 Seus últimos anos e morte





1 - A filosofia do Bodybuilding

Mentzer adotou os conceitos de bodybuilding desenvolvidos por Arthur Jones e tentou aperfeiçoa-los. Durante anos de estudo, observação, conhecimento da fisiologia do stress, das informações científicas mais atualizadamente disponíveis, e uso criterioso de sua própria habilidade racional, Mentzer inventou e prosperamente implementou a única teoria do bodybuilding. As teorias de Mentzer tem a intenção de ajudar as pessoas a alcançar o próprio
potencial genético no período de tempo mais curto.
Mentzer era um Objetivista, e ele insistia que filosofia e bodybuilding são um e o mesmo. Ele disse "...o Homem, é uma entidade indivisível, uma unidade integrada de mente e corpo". Assim, os livros dele contêm tanto filosofia quanto informações sobre o bodybuilding.
High Intensity Training the Mike Mentzer Way foi o último trabalho de Mentzer. Neste, ele detalhou os princípios do treinamento com pesos, de alta intensidade. O treinamento com pesos, ele insistia, tinha que ser breve, infreqüente, e intenso, de modo a oferecer os melhores resultados na menor quantia de tempo. Heavy Duty II também incentiva o pensamento crítico.
Neste livro, Mentzer mostra por que as pessoas precisam usar suas habilidades de raciocínio para viverem uma vida feliz, madura e adulta, e ele mostra aos leitores como continuar a agir assim.
Mentzer também era conhecido pela adoção da abordagem de que "uma caloria é uma caloria", e freqüentemente atormentava os fisiculturistas que estavam sob dieta estrita, ingerindo, perto das competições, muffins dinamarqueses e outros alimentos normalmente evitados pelos demais
atletas.

2 - O Sistema de Treinamento de Mentzer

Originalmente, Mentzer defendia treinamento com peso na técnica de préesgotamento.
Por exemplo, extensões de perna são realizadas antes dos agachamentos, elevações laterais, antes de desenvolvimentos sobre a cabeça, flyes antes de supinos, e puxada alta com os braços estendidos antes das puxadas altas normais. Mentzer também era famoso por ir "além do fracasso" (BFT: Beyond Failure Training) com repetições forçadas, repetições negativas,
contrações estáticas, e negativas forçadas.
Em geral, o praticante usa apenas 1 a 2 séries por movimento, e não mais que cinco movimentos por grupo muscular. Ao autor de livros sobre o Bodybuilding, Bob Kennedy, é dado o crédito pelo desenvolvimento da técnica de pré-esgotamento para os ombros (o cíclo de elevações laterais/desenvolvimento sobre a cabeça), mas Jones já havia usado o princípio do pré-esgotamento como base para a configuração de suas máquinas Nautilus. O sistema de Mentzer é altamente controverso, sendo que suas recomendações freqüentemente são exatamente o oposto do que normalmente é prescrito no mundo do treinamento de força. (veja
drdarden.com, e Darden, THE NAUTILUS BOOK, 1980.)
Depois de renovar seu negócio de treinamento no final dos anos 80, Mentzer tornou-se convencido que até mesmo as rotinas de volume relativamente baixo defendidas por Arthur Jones e até por ele mesmo, eram de fato muito exaustivas para os praticantes comuns.
As rotinas de Mentzer nos anos 90 envolviam a aplicação de uma programação que envolvia dois treinamentos para pernas, um treinamento para peitorais / deltóides, e um treinamento para dorsais/bíceps a cada 10 a 14 dias.
Após, o praticante trocaria para um sistema avançado que envolve um treinamento de corpo inteiro, muito curto, a ser praticado uma vez a cada 6 a 10 dias. Alguns alunos de Mentzer relataram treinar cada grupo de músculos apenas uma vez a cada 21 dias. Por exemplo, uma série de cada um dos seguintes exercícios agachamento, supino, e puxada alta é executada ao longo de três semanas.
O enfoque da "Rotina Para Atletas", de Mentzer, fixava-se em mergulhos em paralelas, puxadas em barra fixa, levantamento terra, e agachamento: quatro séries a cada 14 dias (veja mikementzer.com). As rotinas de Jones envolviam o uso de treinamentos de corpo inteiro, três vezes por semana, para um total de 30 a 60 séries por semana. Embora este sistema era baixo em volume, em condições comparativas, Mentzer e outros aprenderam rapidamente que era
muito trabalho envolvido.
Mentzer e os defensores do treinamento de força de "alta intensidade" acreditam que um indivíduo deve treinar muito arduamente, e tem que usar o peso mais pesado que possa administrar com boa técnica e sem lesionar-se. Os técnicos em treinamento de alta intensidade evitam o uso de levantamentos Olímpicos, derivados de levantamentos Olímpicos, levantamentos explosivos ou balísticos de qualquer tipo, e trabalho em pliometria. HIT e seus
defensores questionam o dogma padrão de que atletas em modalidades esportivas explosivas (como o futebol ou lutas) deveriam fazer levantamentos explosivos do tipo " power clean ". Distinto do treinamento para o Powerlifting, o sistema HIT, normalmente envolve períodos de descanso muito pequenos entre as séries. Um treinamento com pesos executado com intervalo
mínimo entre séries pode ser usado para substituir exercícios aeróbios em estado-estável. Alguns técnicos HIT questionam o valor dos levantamentos Olímpicos explosivos para qualquer um exceto os próprios levantadores Olímpicos e strongmen profissionais, enquanto outros poderiam conceder que embora os levantamentos Olímpicos tenham algum valor, eles são muito
perigosos e só isso é argumento suficiente para que sejam evitados.
(Carpinelli, 1999). Jogadores de futebol, lutas, basquetebol, e futebol de campo são expostos altos riscos de lesão durante as competições, e sendo assim considera-se que o treinamento de força para atletas, não sendo um esporte em si mesmo, deveria ser administrado com tanta segurança quanto possível. (veja Ken Mannie, " Uma Carta Aberta ao Dr. William Kraemer ",
além dos vários artigos e livros escritos por Matt Bryzyki).
Os Defensores do treinamento de alta intensidade acreditam na opinião de Arthur Jones de que em um indivíduo comum, enquanto a força pode ser aumentada em 400%, a capacidade de recuperação só pode ser aumentada em 50%. Então, quanto mais forte alguém se torna, acompanhando uma proporção inversa, menos tal pessoa deverá treinar. Tal princípio não foi
provado, porém, sequer contestado, em testes controlados, embora seja totalmente suscetível de experimentação. HIT e seus defensores citam este princípio como uma lei biológica, enquanto a multidão de técnicos de treinamento de alto volume e técnicos do treinamento periodizado (por
exemplo, Kraemer, Fleck, Bompa, e Hatfield) insiste que a capacidade recuperativa possa ser aumentada indefinidamente, ou pelo menos num ritmo que permita aos atletas bem condicionados prosperar em um volume mais alto de treinamento.
Estudos científicos em volume e freqüência tem apresentado resultados mistos, e o argumento sobre a capacidade de recuperação só pode ser resolvido através de estudos de objetivos que não envolvam algum motivo comercial ou PROFISSIONAL ou expectativas QUID PRO QUO relativas aos possíveis resultados. Um estudo da década de 90 demonstrou que os músculos
do antebraço levam seis semanas para recuperar-se completamente de um treinamento super-pesado baseado em repetições exclusivamente negativas; considerando que os antebraços são um grupo muscular muito resistente, isto iria confirmar indiretamente a experiência de alguns treinadores de que é teoricamente possível treinar os principais grupos de músculos com pesos
extremamente pesados apenas uma vez a cada doze semanas (Ironman Magazine, 4/1995). Isto é inconfirmavel pelo atual estado da ciência, considerando o fato de que o "establishment" da fisiologia do exercício, em sua maior parte, é dominado por proponentes dos levantamentos Olímpicos, pliométricos, e treinamento com pesos em alto-volume (consulte o position paper do NSCA sobre os levantramentos explosivos, 2005.). Mentzer ofereceuse a pagar $5,000 do próprio dinheiro para patrocinar um estudo objetivo sobre tal questão, e um laboratório da Flórida ofereceu-se para administrar tal estudo, mas os proponentes de sistemas rivais ignoraram o desafio público de Mentzer. (veja a revista All Natural Muscular Development, verão de 1998 - outono de 1999.)
Mike Mentzer popularizou o método pouco conhecido, de treinamento de repouso pausa. Mentzer deu o crédito ao Mr. América e fisioterapeuta Bob Gajda, por ensinar a ele esta técnica. Os detalhes da sua preparação para competição estão disponíveis no manual de 1979 "Heavy Duty Journal", que está sendo preparado para uma nova publicação. A técnica de treinamento
em Repouso-Pausa envolve o uso de únicas repetições máximas, seguidas por "pausas" breves o suficiente para que os músculos recuperem temporariamente a força. Mentzer alcançou a melhor condição competitiva de sua vida usando o método repouso-pausa, numa época em que estava
consumindo apenas 50 a 60 gramas de proteína por dia. Mentzer acreditava que os atletas não têm nenhuma justificativa biológica para o consumo de enormes quantidades de proteína, e Jones era famoso por recomendar aos atletas o consumo de fartas quantidades de pão branco fortificado. O atual método, DC Training, usa uma versão da técnica repouso-pausa com maior
volume, freqüência, e ingesta de proteínas do que Mentzer teria endossado.
(Veja o livro de Mike Mentzer, Heavy Duty I, 1978.)
Amostra da técnica Repouso-Pausa de Mike Mentzer:
(veja: Heavy Duty Journal, 1979.)
Protocolo da técnica repouso-pausa:
1º repetição / pausa de 10 segundos,
2ª repetição / pausa de 10 segundos,
3º repetição (reduza a carga em 20%) / pausa de 15 segundos,
4º repetição.
- Segunda-feira:
1) pec deck fly, um braço de cada vez;
2) Supino inclinado (máquina);
3) Elevações laterais (máquina);
4) Rosca para bíceps na Omnibicep Machine (um braço de cada vez) em
supersérie com barra fixa negativa apenas.
5) Extensão de cotovelo na polia alta / em super-série com mergulhos em
paralelas negativo apenas.
- Quinta-feira:
1) Puxada na polia alta com empunhadura supinada;
2) Pulôver na máquina;
3) Levantamento Terra, 2 séries em estilo normal
4) Encolhimento de ombros na Universal Machine (obscuro quanto ao método
exato), de costas para a máquina;
5) Remada curvado com barra - 1 a 2 séries normais;
...às vezes finalizava o trabalho de trapézio com power cleans.
(OBS: Mentzer também usaria a Nautilus Torso-Arm Machine, dependendo do
local onde estivesse realizando o treinamento.)
- Domingo:
1) Extensão de perna, repouso-pausa,
...seguindo direto para o ...
2) leg press com a pilha de pesos inteira (510 lbs.) para várias repetições.;
3) Mesa flexora;
4) 2 séries normais de agachamento,
5) Flexão plantar unilateral com negativas lentas.
(Inicia novamente na quarta-feira.)
- Comentário: Mike Mentzer e Ray Mentzer também eram conhecidos por defender pesados mergulhos em paralelas e puxadas supinadas em barra fixa, apenas negativos, na Nautilus Multi-Exerciser Machine. Mike chamava os mergulhos em paralela "o agachamento da porção superior do corpo". Ele aconselhava aos basistas o uso dos mergulhos em paralelas como um complemento ao seu treinamento para o supino, tal como muitos strongmen legendários, desde Jack LaLanne até Pat Casey, que usavam extensivamente tal movimento. É notavel que ginastas competitivos em nivel internacional freqüentemente apresentam a porção superior do corpo extremamente
musculosa, desenvolvida exclusivamente com exercícios que utilizam o próprio peso do corpo.
Posteriormente, Mentzer desenvolveu dois novos métodos que usam a técnica repouso-pausa:
Repetições infitrônicas -- envolvendo repetições negativas forçadas máximas, ...e;
Repetições omni-contraction -- envolvendo o fracasso em todos os três níveis de contração (positivo, estático, e negativo.) Pete Sisco e John Little expandiram o conceito de repetições estáticas/negativas no livro de 1998, Static Contraction Training.
Mentzer também recomendava uma antiga técnica de Jones, chamada "repetições negativas acentuadas", nas quais: eleva-se o peso bilateralmente, mas abaixa-se o peso unilateralmente, trocando os lados de repetição a repetição. Isto se torna pouco prático, sendo que muitas máquinas modernas de exercícios com pesos funcionam com um sistema de polias que corta o peso pela metade conforme o praticante utiliza apenas um braço ou uma perna. O praticante deveria encontrar algum equipamento equivalente que não corte a carga, tal como alguma Universal Machine ou Nautilus antiga. Este método pode ser usado em extensões de perna, flexões de perna, Supinos, e rosca para bíceps, por exemplo.
Mentzer sempre sustentou que repetições forçadas e pré-esgotamento eram técnicas suficientemente intensas para a maioria dos praticantes; repousopausa, repetições infitrônicas, e omni-contraction só deveriam ser tentadas por praticantes avançados com um desenvolvimento muscular expressivo, após pelo menos três anos de treinamento intenso regular. A maioria dos
clientes de personal-training do Mentzer eram aconselhados a treinar apenas até o fracasso positivo e usar as técnicas de intensidade apenas ocasionalmente.
A força de Mentzer era notável: ele e seu irmão Ray às vezes executavam flyes inclinados com halteres de 48 kg. em super-série com supino inclinado com barra, com 184 kg. Os Mentzers usavam entre 84 kg a 93 kg para roscas apoiadas no banco scott e a pilha inteira (109 kg) na Nautilus 10-Degree Chest Machine, para "impossíveis" 10 repetições. Mike Mentzer tinha alcançado 143 kg de desenvolvimento por trás do pescoço e power cleans. Ele executava
freqüentemente roscas roubadas com pesos próximos a 136 kg. Algo em torno de 500 a 900 kg eram utilizados para séries normais de Leg Press na antiga áquina vertical (Mentzer acreditava que as modernas máquinas de Leg Press 45º eram perigosas para a lombar e os joelhos; e ele recomendava as máquinas Nautilus Leg Press Machine e Nautilus Duo Squat caso estivessem
disponíveis). Mentzer foi treinado, enquanto era adolescente, por um levantador Olímpico e um basista. Ele atribuía muito do seu sucesso a tal fundação sólida.
Ele acreditava que os fisiculturistas profissionais ganhavam a maior parte da massa muscular que apresentavam enquanto eles treinavam usando rotinas sensatas durante seus primeiros três anos de treinamento, e depois eles deturpavam o próprio treinamento, como ele mesmo também já o fizera no passado, adicionando séries e dias de treinamento. Apenas o uso de substâncias químicas pode permitir a um fisiculturista profissional fazer progresso em rotinas longas, duras, e pesadas. A tri-série de Mentzer para pernas (outro método de Jones) envolvia uma série de extensões de perna com 200 kg., uma série de leg press vertical com 408 kg ou mais, e uma série de agachamento com algo em torno de 216 a 227 kg., cada série de cada exercício levada até o fracasso, todas executadas uma após a outra para muitas repetições sem descanso. Ray podia agachar 408 kg para 2 repetições.
Mike, Ray, e Casey Viator executavam meio agachamento com mais de 454 kg.
(Mentzer, 2001, e mikementzer.com.) Ray também conseguia executar extensões de perna com 132 kg para 10 repetições (com qualquer de suas pernas, uma perna de cada vez) na Nautilus Leg Extension Machine.
Durante sua carreira como personal-trainer, Mentzer aconselhava aos seus clientes que usassem quase que exclusivamente máquinas Nautilus, com exceção para o levantamento terra e o agachamento. Ele não recomendava levantamentos explosivos para seus clientes, embora power-cleans e levantamentos olímpicos fossem às vezes uma parte de seus próprios treinamentos durante a década de 1970. A técnica de Mentzer nos levantamentos olímpicos era excelente.
Abaixo vem a amostra de uma rotina voltada para o powerlifting, inspirada nos princípios de Mentzer:
Treinamento 1 (Segunda-feira):
Supino - cinco repetições em rest-pause , ou uma série até o fracasso, para 8
repetições;
Elevações laterais ou desenvolvimento sobre a cabeça - uma série até o
fracasso.
Treinamento 2 (sexta-feira):
Levantamento terra - cinco repetições em rest-pause, ou encolhimento de
ombros com halteres - uma série até o fracasso;
Puxadas na polia alta ou em barra fixa - uma série até o fracasso
Treinamento 3 (Quarta-feira):
Agachamento – séries de 10-6-4-2, repetições aumentando o peso a cada série
até um peso bem pesado.
Agachamento frontal ou leg press - uma série até o fracasso.
- Inicia novamente na terceira segunda-feira.
Nota: (com base em seu livro mais recente) Ele aconselha 4 a 7 dias (ou muito mais tempo caso seja necessário, em algum caso até 21 dias ou algo assim em casos raros) de descanso entre treinamentos para recuperar completamente antes de seguir adiante. Ele declara que a capacidade natural de recuperação orgânica leva muito tempo para restabelecer-se completamente, desde que seja desejada a recuperação e o crescimento muscular.
Amostra das rotinas mais recentes de mentzer (anos 1990 a 2000):
Rotina inicial de Mentzer:
1. Pernas;
2. Peito/Costas;
3. Pernas;
4. Deltóides/Braços.
Esta programação usa movimentos de pré-esgotamento.
Alternativamente:
1. Peitorais;
2. Pernas;
3. Dorsais;
4. Pernas.
Uma série por exercício; 4 a 7 dias entre treinamentos.
Rotina avançada:
1. Agachamento ou Leg Press, Supino, Barra fixa negativa.
2. Levantamento terra ou encolhimento de ombros, desenvolvimento sobre a cabeça com máquina ou halteres, flexão plantar sentado.
...Treina-se uma vez a cada 5 a 12 dias.
A rotina avançada elimina todos os movimentos não compostos, após o progresso ter estagnado na rotina inicial. A rotina avançada usa os grandes movimentos para os grandes grupos musculares, o que envolve vários músculos ao mesmo tempo.
O sistema de Mike Mentzer é um dos poucos sistemas de treinamento a considerar o fenômeno do "ganho de força após uma longa folga dos treinamentos". Mentzer foi talvez o primeiro famoso treinador de força a rejeitar a teoria da descompensação após 96 horas. (veja Darden, 2006.)
Deve ser feita concessão aos oponentes de Mentzer, de que não há nenhuma prova científica de que HIT seja superior a outros sistemas. Os defensores de HIT encontram provável justificativa no fato de que, apesar da ausência de provas sólidas, poderosas evidências narrativas estão disponíveis como testemunhas da eficácia de HIT (veja Mannie, Carta Aberta a Kraemer.)

3 - História competitiva

* 1971 Mr. America - AAU, 10º,
* 1971 Mr. América adolescente - AAU, 2º,
* 1975 Mr. America - IFBB, Médio, 3º,
* 1975 Mr. USA - ABBA, Médio, 2º,
* 1976 Mr. America - IFBB, Campeão Geral,
* 1976 Mr. America - IFBB, Médio, 1º,
* 1976 Mr. Universe - IFBB, MiddleWeight, 2º,
* 1977 Campeonato Norte Americano - IFBB, Campeão Geral,
* 1977 Campeonatos Norte Americanos - IFBB, Peso Médio, 1º Lugar,
* 1977 Mr. Universe - IFBB, Peso Pesado, 2º lugar,
* 1978 E.U.A. X o Mundo - IFBB, Peso Pesado, 1º,
* 1978 Campeonato Mundial Amador - IFBB, Peso Pesado, 1º lugar,
* 1979 Canada Pro Cup - IFBB, 2º lugar,
* 1979 Florida Pro Inivititional - IFBB, 1º lugar,
* 1979 Night of Champions - IFBB, 3º lugar,
* 1979 Mr. Olympia - IFBB, Peso Pesado, 1º lugar,
* 1979 Pittsburgh Pro Invitational - IFBB, 2º lugar,
* 1979 Southern Pro Cup - IFBB, 1º lugar,
* 1980 Mr. Olympia - IFBB, 5º lugar,

4 - Carreira no Bodybuilding

Mentzer começou competindo em competições locais de fisiculturismo quando ele tinha dezoito anos.
A primeira competição dele foi em 1969. Em 1971 ele sofreu sua pior derrota e classificou-se em 10º lugar no AAU Mr. América, a qual foi vencida por Casey Viator. Mais tarde, Mentzer considerou importante sua simples presença nesta competição, pois esta foi a ocasião em que ele conheceu Viator, que deu a Mentzer a informação de contato para com seu treinador, Arthur Jones.
(Mentzer manteve contato com Jones nos anos que se seguiram, aprendendo novas teorias que ele então incorporaria ao seu próprio sistema de treinamento.) Depois de um afastamento de alguns anos, ele retornou às competições em 1975, para o Mr. América, em que se colocaria em terceiro, atrás de Robby Robinson e Roger Callard.
Mentzer veio a vencer esta competição em 1976. Ele venceu o Campeonato Norte Americano, em Vancouver, em 1977, e na Columbia britânica, no mesmo ano, e uma semana depois competiu no Mr. Universe 1977, em Nimes, França, colocando-se em segundo atrás de Kal Szkalak.
Em 1978, Mentzer venceu o Mr. Universe em Acapulco, México, com a primeira (e única, desde então) pontuação perfeita. Ele tornou-se um fisiculturista profissional de vencer o Mr. Universo em 1978. No fim de 1979, Mentzer venceu a categoria peso pesado do Mr. Olympia, mas perdeu o overall para Frank Zane, que foi agraciado por tal título pela terceira vez, naquele ano. Alguns membros da comunidade do bodybuilding acreditam que Mentzer deveria ter vencido o Mr. Olympia 1980, embora ele tenha se classificado em quinto atrás de Arnold Schwarzenegger, Chris Dickerson, Frank Zane e Boyer Coe (atrás de uma estreita vantagem para Boyer Coe). O título foi para Arnold Schwarzenegger que retornou à competição após um hiato de 4 anos de
participação no esporte. Muitos entendem que Arnold não estava em forma para aquela competição. Mentzer abandonou o cenário competitivo do bodybuilding depois dessa competição, com a idade de 29 anos. Mentzer sustentou até o dia de sua morte, a opinião de que a aquela competição tinha sido fraudada, entretanto, eventualmente ele reconsiderou as condições de
sua relação inter-pessoal para com Arnold.

5 - Anos finais e morte

Após a derrota no Mr. Olympia 1980, Mentzer envolveu-se em numerosos problemas. Foi divulgado que no final dos anos 70, Mike iniciou o uso de anfetaminas, declarando que esse era um auxílio ergogênico necessário para facilitar seu estilo de vida agitado. Mentzer deixou seu cargo nas Publicações Weider logo após sua derrota no Mr. Olympia, e como resultado disso, sofreu complicações financeirar. Em 1985 ele começou um trabalho como editor da então recentemente lançada Workout Magazine, porém, esse empreendimento fracassou no mesmo ano em que seu pai morreu, e a partir daí, Mentzer passou repetidamente a sofrer de desarranjo mental. De acordo com Peter McGough, editor-em-chefe da Revista FLEX, começaram a aparecer histórias de que Menzter passou a exibir algum tipo de comportamento muito irregular. Histórias dele correndo nu pelas ruas, orientando o tráfego, revelando profecias sobre o fim do mundo, sendo detido pela policia em numerosas ocasiões, e até mesmo esperando a aterrissagem de extraterrestres, tudo isso publicado vez ou outra em diversas revistas.
O famoso autor de livros sobre o Bodybuilding, Dan Duchaine, igualmente sugeriu que Menzter estava bebendo a própria urina na ocasião. Mike negou isto em uma entrevista, em 2001, na Ironman Magazine. Todavia, de acordo com McGough algumas destas histórias são verdadeiras. Menzter também esteve internado com freqüência em instituições psiquiátricas entre os anos
de 1985 até 1990, quando ele finalmente abandonou o vício em anfetaminas.
Livre das drogas, Mike voltou a treinar fisiculturistas e a escrever para a Ironman Magazine, e passou a maior parte dos anos 90 recuperando seu status na indústria do bodybuilding.

Mentzer morreu em 9 de junho de 2001. Ele foi encontrado morto (devido complicações cardíacas) em seu próprio apartamento, por seu irmão mais novo e companheiro no fisiculturismo Ray Mentzer. Mentzer foi um usuário pesado de metanfetaminas por aproximadamente uma década, e isto é atribuído como um fator que contribuiu em sua morte. Dois dias depois, Ray, seu irmão, também morreu, durante o sono, depois de complicações de longa data em sua luta contra a doença de Berger.

Minha experiência de treino com Mike Mentzer

Minha experiência de treino com Mike Mentzer




por Paul Becker

Meu interesse pelo fisiculturismo começou pelos idos de 1978, Nessa época Mike Mentzer estava decolando no ranking dos fisiculturistas. Ele venceu o Mr. Universo em 1978 tornando-se o primeiro fisiculturista na história a obter uma pontuação perfeita dos juizes, no ano seguinte ele ficou em segundo atrás do Frank Zane no Mr. Olympia, algumas testemunhas dizem que Mike deveria ter ganhado aquela competição. Sua última competição foi o infame Mr. Olympia de 1980 onde o próprio Arnold, retornando de sua aposentadoria das competições, foi o vencedor. O rumor foi que Arnold estava cansado de ouvir o Mike dizer que seu sistema Heavy Duty era o único sistema válido de treinamento, e que ao derrotar o Mike ele pretendia provar que ele estava errado. Arnold venceu a competição, embora ele não estivesse em sua melhor forma, Mike que estava então em sua melhor forma, muito melhorado em relação à sua forma no ano anterior classificou-se em 5º lugar, as pessoas
gritaram " FIX " (que as colocações já estavam pré-estabelecidas antes do julgamento dos árbitros)! e Mike, indignado, abandonou a carreira competitiva.

Hoje se vê que Mentzer criou muita comoção com seus artigos sobre o sistema Heavy Duty. O Mike afirmou que todos os fisiculturistas estavam em overtraining e que isto estava reduzindo a velocidade de seus progressos, e enquanto a maioria dos fisiculturistas, tal como Arnold estavam treinando durante 2 ou mais horas por dia, 6 dias por semana e fazendo 20 ou mais séries por parte do corpo, Mike estava fazendo apenas 30 minutos 3 a 4 vezes por semana e aproximadamente cerca de 5 séries por parte do corpo (mais tarde ele iria sugerir a realização de ainda menos, como você logo verá).

O debate agitou-se sobre: "Ele está errado". "Ele está Louco". "Ele apenas está tentando ganhar algum dinheiro". "Não, o Mike tem razão". "Ele é um gênio". "Ele nos mostrou o caminho", e assim foi e ainda continua até hoje. Porém, este artigo não quer provar se Mike está certo ou errado. Isso só serve para descrever uma experiência pessoal, e sugerir que você pelo menos experimente a rotina que o Mike passou para mim.

Eu estava na Califórnia em 1999, e na época Mike trabalhava como Personal Trainer em Santa Monica. Eu iria embora dentro de algumas semanas, e sabia que esta era minha última chance de conhecer e treinar com um herói da minha adolescência (nessa ocasião eu sequer imaginava o quanto eu estava
correto, pois Mike faleceria menos de dois anos depois daquilo).

Eu liguei para o Mike e agendei uma consulta com ele. Eu fui até o ginásio e quando eu vi Mike caminhando até mim, a primeira coisa que eu notei foi que ele parecia estar sentindo dores. Eu disse "Mike, o que você tem nas costas?!" "Bem, eu tenho tido problemas de coluna durante anos" respondeu ele. Muitos criticam as últimas teorias do Mike, baseando-se no fato que ele próprio tinha estado em péssima forma ao longo da década de 1990, e que se tudo o que bastava eram umas poucas séries por treinamento, então por que ele estava numa forma tão ruim?... . A verdade é que há tempos ele não era mais capaz treinar tão duro quanto ele sabia que ele deveria, devido aos problemas nas costas.

Outra coisa que eu notei foi que ele podia não estar em forma, mas não estava tão mal o quanto andavam falando, e que seus braços e antebraços ainda estavam bastante grandes! Ele disse que me colocaria em um treinamento de pernas, e a primeira coisa que ele me mostrou foi o modo como ele queria que eu fizesse os exercícios, ou seja, bem lento, levantar em 4 segundos e abaixar em 4 segundos. E se um exercício oferecesse resistência na posição contraída, tal como na cadeira extensora, que eu deveria sustentar a contração durante 2 segundos. Isto torna o exercício muito difícil, contudo, extremamente seguro, ele me falou que tinha treinado mais de 1000 pessoas diferentes e nunca alguma delas havia sido lesionada em uma das sessões de treinamento com ele.

Após um breve aquecimento, Mike me colocou para fazer uma dolorosamente lenta série de pesadas extensões de perna até a falência, e então sem nenhum descanso, uma série de leg press até a falência. É muito diferente ter alguém te motivando em comparação a treinar sozinho. O Mike dizia "O.k., você pode fazer mais, se houvesse um terremoto e se sua vida dependesse disto que você faria mais 2 repetições, se houvessem dez garotas nuas te assistindo e esperando isso de você, você faria mais 3"! eu fiz muito mais repetições do que eu pensei que eu conseguiria, e quando eu realmente atingia falha ele disse: "O.k. isso basta, isso é que é falha".

Uma das questões que eu tinha e que você também deve ter é: "o que o Mike considerava falência?". Bem, se você alcançar um ponto onde não possa realizar outra repetição completa por si mesmo, então isso é que é falência, e não há necessidade de fazer qualquer repetição forçada, etc.

Eu tinha feito só duas série e minhas pernas estavam super inchadas, e eu sentia um profundo estímulo de crescimento nelas. Depois de um curto descanso, ele me colocou para fazer panturrilha em pé. A maioria das pessoas diz que suas panturrilhas não crescem, mas o que eu vejo é que eles ficam balançando rapidamente para cima e para baixo quando fazem panturrilha em pé. Bem, deveriam tentar a técnica que Mike as colocaria para fazer. "REDUZA A VELOCIDADE PARA CIMA, SEGURE NO TOPO, SEGURE, ELEVE-SE MAIS PARA CIMA, MAIS ALTO, MAIS ALTO, SEGURE, ABAIXE LENTO". Se você fizer entre 12 e 20 repetições desse modo e você vai sentir a diferença. Acredite ou não, mas esse foi o treino inteiro!!

Mike então me chamou até o lado de fora do ginásio e conversou comigo durante uma meia hora respondendo minhas questões. Ele era um cara muito educado, de fala mansa, e não tentava me empurrar suas idéias goela abaixo. Ele era um sujeito muito inteligente. Ele estava louco? Não. Ele era excêntrico? Bem, um pouco. Por exemplo quando fomos nos sentar, ele bebia uma grande xícara de café e então tirou um maço de cigarros, "você fuma?" ele perguntou, e eu respondi "não". Ele acendeu o cigarro, tirou uma grande tragada e disse "eu amo isso"!

Meu próximo treino, alguns dias depois foi um treino de peito e costas. De novo, um breve aquecimento, e ele me colocou para fazer uma série de Pec Deck até a falência, e sem nenhum descanso, uma série de supino inclinado. Eu descansei um pouco e fui então para puxada alta com pegada supinada. A primeira repetição estava difícil, e eu falei para o Mike, "Isto é muito pesado, é muito peso para mim". Ele disse, "Não, está bem, você consegue de 6 a 8 repetições". E para minha surpresa eu fiz, eu notei que fazia uma grande diferença ter alguém igual ao Mike me animando, eu estava pensando em como seria se eu treinasse durante algum tempo com o Mike. Foi como se ele lesse meu pensamento. Ele disse "Cara, você já pegou uma boa base, eu gostaria de poder trabalhar com você durante alguns meses". Infelizmente isso nunca aconteceu, porque eu tive que retornar.

O segundo treino terminou com uma série de levantamento terra, e esse foi o treino completo! Mike ficaria um tempo fora da cidade, e nós estávamos planejando fazer outro treino na sua volta, porém isso nunca aconteceu porque nossas rotinas diárias não se encaixavam. Mas o Mike passou para mim um treino completo para eu seguir, e isso está incluído aí abaixo, no caso de você querer testar isto.

Treino 1
1 - Pec Deck 6 a 10 repetições
Sem descanso,
2 - Supino inclinado 2 a 4 repetições
3 - Puxada frontal com pega supinada (com as mãos próximas) 6 a 10
repetições
4 – Levantamento terra 5 a 8 repetições.
Descansar pelo menos 3 dias.

Treino 2
1 - Cadeira extensora 8 a 15 repetições
Sem descanso,
2 - Leg Press 8 a 15 repetições
3 - Panturrilha em pé 12 a 20 repetições
Descansar pelo menos 3 dias.

Treino 3
1 - Elevação lateral 6 a 10 repetições
2 - Laterais curvado 6 a 10 repetições.
3 - Rosca direta 6 a 10 repetições.
4 - Pulley Tríceps 6 a 10 repetições.
Sem descanso,
5 - Paralelas 3 a 5 repetições.
Descansar pelo menos 3 dias.

Treino 4
1 - Cadeira extensora 8 a 15 repetições
Sem descanso,
2 - Agachamento 8 a 15 repetições.
3 - Panturrilha em pé 12 a 20 repetições.

Descansar pelo menos 3 dias. Retorna ao treino 1, etc...

Alguns pontos de importância são:
* Repetições lentas e controladas.
* Apenas uma série até a fadiga, em cada exercício.
* Acrescente peso nos exercícios o mais freqüentemente possível, enquanto
mantém uma forma perfeita.
* Tenha alguém por perto para dar moral para você.
* Tenha um diário de treinamento.

Este artigo é dedicado à memória de Mike Mentzer. Certo ou errado, certamente ele nos faz pensar. Se você tiver qualquer pergunta ou comentários sinta-se livre para mandar um e-mail para muscle@relaypoint.net e visite meu website: http://www.trulyhuge.com.
© Paul Becker 2002

Esforço, Intesidade e Motivação por Mike Mentzer

Esforço, Intesidade e Motivação por Mike Mentzer




ESFORÇO

Eu me lembro do primeiro esforço de alta qualidade que fiz no bodybuilding. O nível de esforço foi tão intenso, e tão diferente dos treinos precedentes que o mero ato de lembrar já me faz sentir a dor.Por volta de 1972 eu comecei a ficar seriamente comprometido em me transformar em um campeão. Eu estava treinando com uns dedicados policiais de Washington D..C.. Eu recordo que eu fazia Scott com um peso que me limitava normalmente a 5-6 reps. Enquanto eu levantava o peso, eu me tornei ciente de um poder e de uma energia que surgia. Meus parceiros de treinamento da “lei-e-da-ordem” perceberam que algo extraordinário estava ocorrendo dentro desse misterioso jovem chamado Mentzer. Eu estava em minha sexta rep, não mostrando nenhum sinal de lentidão ou fraqueza.Na hora em que eu estava executando a oitava rep, eu já tinha me esquecido dos meus parceiros. Minha concentração focalizou-se mais e mais intensamente no peso e no meu biceps. Conforme eu continuei a 9-10 reps era como se eu estivesse rendido ao momento. Eu fui me puxando através de mais reps, para um total de 11, aproximadamente seis reps a mais do que meu melhor desempenho precedente no Scott.Somente depois que eu desci o peso é que eu percebi que algo incomum tinha acontecido. Enquanto eu me sentei para melhorar minha respiração e para limpar minha testa, eu fui tomado pelo significado de o que significa treinar com 100% de intensidade. Até o momento a noção de intensidade era meramente um conceito abstrato flutuando em meu cérebro. A intensidade era agora uma vivencia, algo que tomara meu inteiro ser e dirigiria todas minhas futuras ações. A filosofia de treinamento do tudo ou nada transformou-se em algo que poderia ser aplicado à vida em geral. Isso significa, simplesmente, que se existe algo que valha a pena fazer, então você deve dar tudo que você tem nisso, ou nem tentar. Pelo fato de tais esforços ocorrerem relativamente infrequentemente, eles tendem a estar fora da nossa memória. Eles são marcados tipicamente por um foco maior que o usual no presente, acompanhados por um sentido de poder pessoal realçado. Quando nós transcendemos, mesmo em um grau, nossos níveis precedentes de esforço, nós invariavelmente fazemos progresso. Estes esforços ajudam-nos a atingir completamente níveis funcionais mais elevados e são experiências de aprendizagem poderosíssimas. Eles nos colocam mais perto do que o psicólogo William James chama de "reservas ocultas".

ESFORÇO E SOBREVIVENCIA

A natureza não criou criaturas para serem inativas. Em todos os níveis da biologia, a inatividade significa a morte. A vida é crescer: quando não nos movemos para frente, nós regredimos. Nós sobrevivemos o tempo em que avançamos. Os seres humanos evoluíram com contínuos esforços. Já que homens e mulheres são distintos de outras criaturas porque têm uma mente, eles somente tirarão o maximo de si mesmos quando empregarem essa habilidade racional de focalizar no futuro, isto é, ir atrás de seus objetivos.O indivíduo que quer evoluir física e mentalmente deve estar disposto a exercer esforços contínuos. Como a vida por sua natureza envolve o esforço, nós somos constantemente enfrentados também por possibilidades de derrota. O ser humano desfruta o prazer intenso do esforço bem sucedido, porque confirma a possibilidade de sucesso na vida.Sempre que nós realizamos um esforço consciente, como quando nós nos esforçamos contra um supino de 400-libras, nós sentimos um poder específico surgir em nós, um sentido de "vontade". Uma auto-estima abundante associada com as hastes de um bodybuilder campeão torna possível os objetivos gerando o esforço apropriado. Ele gasta tempo e energia necessária para desenvolver seu auto-respeito. Ele avalia suficientemente sua vida e felicidade de modo a exercer competente esforço. Em conseqüência sente grande orgulho.Os indivíduos que evitam o esforço podem terminar com problemas como não achar um sentido pra vida e não dar o devido valor à mesma.
Não se esforçar eventualmente causará atrofia dos recursos internos de uma pessoa. Este sentimento de impotência com a vida torna até o menor problema em uma causa perdida. A vontade necessita de um ponto onde possa ser reunir forças. O bodybuilding serviu sempre como um poderoso estimulante e como um significado em minha própria vida. O livro sobre minha preparação para vencer o Mr. Universe de 1978 demonstra isso, demonstra os esforços que fiz para atingir meus objetivos: "a noção de que toda esta preparação tortuosa e de privações me levou a um novo nível de vida e existência tornou-se cada vez mais clara a mim. A vida assumiu grande sentido nesse processo. Quando há elementos de tensão e de
desconforto associados a uma existência elevada, e eu os supero, eu posso dizer que fico ainda mais estimulado em cada uma dessas áreas - intelectual, emocionalmente, e espiritual”.A soma de minhas atividades vitais - externa, interna, muscular, emocional, sexual, e sim, mesmo espiritual – em resumo, minha essência, foi sempre mais intensamente sentida em períodos de grande esforço. O efeito cumulativo desta ascensão em meu total poder elevou-me a um mais alto nível de vida.

QUALIDADE DO ESFORÇO

Os esforços intensos resultam em aumentos específicos no tamanho e na força muscular. A intensidade significa a porcentagem do esforço momentâneo gerado. Mais próximo a um individuo chega aos 100% de sua capacidade momentânea, maior a probabilidade que ele terá de crescer. A duração do esforço, ao contrário da intensidade, refere-se ao tempo real gasto em um esforço. Os esforços de longa duração, tais como faz o corredor de longa distância, resultam em um aumento na resistência cardio-pulmonar, mas não fazem praticamente nada para aumentar tamanho ou força muscular.A qualidade do esforço - o fator de intensidade - é mais importante aos bodybuilders e aos atletas de força. A intensidade do esforço deve ser alta o bastante para induzir uma resposta adaptativa, ou seja, crescimento. Em geral, o fator de intensidade deve exceder 50% da capacidade de um individuo, levando em conta que intensidades maiores produzem também maiores taxas de melhorias.Aqueles interessados em crescer ao maximo devem regularmente se exercitar com 100% de intensidade.

VALORES, MOTIVAÇÃO & ESFORÇO

O esforço de qualidade no treinamento high-intensity requer uma abundância de motivação, e coragem física e mental real. Obviamente um corpo altamente condicionado e bem treinado é capaz de realizar um enorme esforço praticamente a qualquer momento. Porque o esforço máximo exige enormes demandas do mecanismo de adaptação do corpo, a mente procura impedir tal esforço. Todos nós uma vez ou outra na vida já sentimos que fazer um esforço sobre-humano é apenas para emergências.Você se lembra de ir na academia e sentir-se cansado e sem recursos, procurando uma desculpa para não treinar? Você acha quase impossível concentrar-se no que você sabe que deve fazer; um peso que você possa ordinariamente executar 10 reps se recusa a subir após a 5ª rep. No entanto, imagine isto agora: Na hora em que você está pronto para jogar a toalha, algum mau-caráter põe uma pistola na sua cabeça e diz, "levante esse peso e faça 10 reps ou eu estourarei seus miolos!".O que você faz? Você pega o peso e não faz apenas 10 reps, mas você faz 15! A motivação é abastecida pelo desejo de ganhar e manter um valor. Mais valor que nós atribuímos a algo, mais motivação nós teremos para adquirir esse valor particular. É o conceito de vida que dá o significado ao conceito de valor. Quando esse valor é ameaçado, você encontra um potencial para realizar grandes esforços que você nem sabia que possuía. É surpreendente o que você pode fazer quando sua vida ou aquela de alguém que você ama depende disso.Quanto mais valor você dá para construir músculos e ficar forte, maior vai ser sua vontade para alcançar esse objetivo, já que encontrar motivação não será nenhum problema. E já que o valor requer uma pessoa para focalizar sua consciência, claridade e inteligência para fazer uma escolha - para fazer um esforço.Você é o agente de seu próprio destino mesmo se você o realiza ou não, ou se você age ou não. Somente você pode encontrar motivação para exercer esforço de qualidade a fim de conseguir seu total potencial como um bodybuilder. Ninguém mais pode fazer o trabalho por você.Desenvolver uma filosofia pessoal de esforço baseada em princípios objetivos requer tempo e dedicação, mas as recompensas são mais do que proporcionais. Conforme essa filosofia toma forma, você vai crescer cada vez mais objetiva e propositalmente, e seu poder e carisma pessoais afetarão todos aqueles à sua volta. Mas você não pode apenas ficar pensando a respeito, você deve agir! Então tenha orgulho de seu poder para conseguir seus valores e objetivos. Seja um campeão de escolhas e faça esforço para conseguir o tipo de corpo que quer.

Os Fundamentos do HIT

Os Fundamentos do HIT

Em primeiro lugar, é preciso apresentar a definição – o que exactamente é intensidade ? A intensidade tem sido identificada como o factor isolado mais crucial para o sucesso no seu treino.
A intensidade pode ser definida como sendo a percentagem da sua capacidade momentânea para executar um exercício.
Não tem nada a ver com quanta resistência você está utilizando, nem com a percentagem do seu melhor desempenho em uma única 1 repetição, em um determinado exercício. A intensidade refere-se ao grau de dificuldade experimentado durante o exercício. A intensidade específica necessária para produzir ganhos óptimos de força ainda é desconhecida. Entretanto, se você é uma pessoa saudável e executa um exercício até o ponto de falha muscular momentânea (100% de intensidade), pode estar certo de que alcançou o nível de intensidade necessário para estimular o crescimento da força e do tamanho do músculo.

O que é HIT?

O acrónimo "HIT" significa Treino de Alta Intensidade (High Intensity Training).
HIT, na sua definição mais básica, significa organizar as suas rotinas de treino de tal forma que elas sejam:
Árduas – tão árduas quanto possível, com boa postura.
Breves – de 1-3 séries de alguns poucos exercícios básicos, executados em uma hora ou menos.
Infrequentes – Não mais do que três vezes por semana, algumas vezes duas, ou até mesmo uma.
Seguro – O HIT tem o objectivo de ser um protocolo extremamente produtivo, mas também um protocolo que enfatiza a segurança. Um dos objectivos fundamentais da musculação é agir para prevenir lesões.
Essa é a essência do HIT. Não há nada complexo ou “mágico”. O HIT tem sido usado, com sucesso, há décadas por muitos praticantes de musculação, sem mesmo conhecer a abreviação “HIT”.
Deve ser notado que o Treino de Alta Intensidade não é um conjunto de regras gravadas em pedra. É um estilo de treino disciplinado, baseado em dois factores, universalmente conhecidos, que afectam o crescimento muscular – Sobrecarga e Progressão.
As repetições devem ser executadas de modo controlado, de tal forma que seja exercida uma tensão contínua sobre os músculos. Alguns utilizam 2 segundos para a fase concêntrica (levantamento), enquanto outros utilizam 20 segundos. O segredo é executar as repetições com qualidade, até o ponto de fadiga volitiva.
Uma única série de exercícios é produtiva, embora alguns proponentes de Alta Intensidade algumas vezes prefiram executar mais de uma série.
Algumas pessoas podem necessitar de séries adicionais. Como regra geral,
como é claro, algumas excepções, uma única série de exercícios executados com Alta Intensidade provêm todo o estímulo que precisa para conseguir a hipertrofia (crescimento) muscular.
Abaixo, temos uma citação do Dr. Ken Leistner, que apresenta um bom resumo do que é o Treino de Alta Intensidade.
“Treinar em Alta Intensidade não é ir quase até o limite, mas é ir realmente até o limite. Não é executar uma única série até quase o limite, mas é executar realmente até o limite absoluto. É utilizar quaisquer equipamentos disponíveis, não apenas uma máquina ou grupo de
máquinas. Não são as palavras de duas ou três pessoas, mas o compromisso de trabalhar tão duro quanto possível na academia, sem fazer “social”, descansar em excesso entre as séries, ou se tornar vítima da atitude “isso não vai funcionar, vou copiar o que o campeão faz”.”
Quando um exercício é executado com alta intensidade, como descrevemos, uma única série geralmente dá a seu corpo o estímulo de força óptimo. Não é necessário executar séries múltiplas para um mesmo exercício.

Mike Mentzer, recomenda o seguinte:
“Treine intensamente, treine breve, treine infrequentemente – isto é válido e funciona para todo mundo”. Leia o que diz Mike Mentzer sobre a atitude de “copiar as estrelas”, tão frequente nas revistas de musculação e academias.
“. . . é um erro apontar para o sucesso aparente de duas dúzias des campeões como a prova indubitável de que uma determinada abordagem é eficaz. Se fôssemos fazer uma retrospectiva do curso das suas carreiras de fisioculturismo e calcular as horas, meses e anos de esforço desperdiçado, resultado da cega e não teórica abordagem de alto volume, teríamos de
questionar se as suas conquistas podem ser realmente consideradas um sucesso.” Mike Mentzer, Revista IronMan, Março de 1994.

Os 20 Princípios Gerais do HIT

Existem muitas variações entre os defensores do HIT, mas há um ponto em comum primordial. Todos defendem o exercício árduo, breve e feito de forma infrequente.
Quando você está na academia, você quer focar as suas energias apenas para executar exercícios que sejam produtivos, isto é, que produzam hipertrofia. Com boa postura, você se força a ir até onde é possível em cada série. Agora, treinando dessa forma, você simplesmente não tem
como fazer as rotinas de exercícios de 2 ou 3 horas, como uma maratona, que os “campeões” dizem que fazem, nas revistas de musculação.
O HIT pode ser resumido nos seguintes princípios gerais. Esses princípios gerais – ou princípios parecidos com esses – têm sido o fundamento de programas de musculação ao longo dos anos:

1. Treine com um alto nível de intensidade

A intensidade é definida como “uma percentagem da capacidade momentânea”. Em outras palavras, a intensidade está relacionada com o grau de “invasão” ou fadiga muscular, realizada dentro do músculo em um determinado instante.
A pesquisa de desde 100 anos atrás tem mostrado, conclusivamente, que a intensidade é o factor isolado mais importante para obter resultados no treino de musculação.
Tem sido mostrado que, quanto mais árduo você treina (intensidade), maior é a resposta adaptativa.
O nível de intensidade é caracterizado pela execução de um exercício até o ponto de falha muscular concêntrica (positiva), isto é, os seus músculos foram exauridos de tal forma que você não consegue mais mover o peso em mais nenhuma única repetição.
O fracasso em alcançar o nível desejável de intensidade – ou fadiga muscular – resultará em pouco ou nenhum ganho em força funcional ou tamanho muscular uma vez que treinos de baixa intensidade fazem muito pouco ou nada no sentido de estimular o tamanho e a força muscular. Uma evidência desse “limite mínimo” é sugerido na literatura pelo princípio da sobrecarga (Enoka, 1988; Fox and Mathews, 1981; Hochschuler, Cotler and Guyer, 1993; Jones, 1988; Wilmore 1982).

2. Siga a técnica de “dupla progressão” em relação às repetições e ao peso

Para um músculo crescer em tamanho e força, ele deve ser forçado a realizar trabalho progressivamente mais árduo.
Seus músculos devem ser sobrecarregados com uma carga de trabalho, que é aumentada contínua e sistematicamente ao longo do curso do seu programa de exercícios. Referimo-nos a isso, frequentemente, como sobrecarga progressiva.
Consequentemente, cada vez que você treinar, você deve tentar aumentar o peso que você utiliza ou as repetições que você executa, relativos ao seu último treino. Essa é a técnica de “dupla progressão” (resistência e repetições). Desafiando seus músculos dessa maneira irá forçá-los a se adaptarem às demandas (ou stress) sobre eles imposta.
Cada vez que você conseguir o número máximo de repetições, você deveria aumentar a resistência para o próximo treino. A progressão não precisa ser feita em saltos e limites dramáticos, embora isso possa ocorrer. O que você deve lembrar é que o peso sempre deve ser desafiador. A resistência deve ser aumentada em uma quantidade em que você esteja confortável.
Um dos maiores erros, que mesmo os atletas avançados cometem, é adicionar muito peso muito rápidamente. Stuart McRober defende o uso de pequenos incrementos de peso – um quarto de quilo ou até mesmo discos de 100 gramas. Um fornecedor de discos fracionários – de 1 onça (aprox. 28.3 gramas) até 1.75 libras (aprox. 0.79 quilos) – que podem ser adicionados a uma barra olímpica (ou fixados em uma pilha de pesos em um aparelho) é a Piedmont Design Associates.
Adicionando 1libra (aprox. 0.45 quilos) por semana ao seu agachamento ou levantamento terra pode não parecer muito, mas como observa Stuart McRobert, “Quantos de vocês, daqui a dois anos, não terão como estar felizes com “apenas” 100 libras (aprox. 45 quilos) a mais no seu
agachamento com oito repetições ?”.
Um complemento sobre PROGRESSÃO:
Tem havido um debate frequente sobre treinar para “hipertrofia” ou “força”. Não existe nenhuma diferença na metodologia de treino. Treinar para hipertrofia leva a aumentos na força. Treinar para força leva a hipertrofia (embora um determinado aumento percentual em um atributo não seja seguido necessariamente pelo mesmo aumento percentual no
outro atributo).
As duas citações abaixo ilustram o que foi dito:
Arthur Jones é o criador da linha de equipamentos Nautilus, antigo dono da MedX Inc., e é considerado por muitos o “pai” do HIT. Jones declarou, usando a rosca directa como exemplo, que quando um atleta consegue pegar 200 libras (aprox. 90.7 quilos), em boa forma, sem balançar o corpo, "...então seus braços serão tão grandes quanto necessário para qualquer
propósito relacionado com qualquer desporto, com excepção da luta de ursos ".
Dr. Ken Leistner:
"Eu gosto de dizer aos hesitantes que é só uma questão de sempre adicionar peso à barra, de adicionar uma outra repetição, se você conseguir chegar ao ponto em que você está realizando agachamento com 400 libras (aprox. 180 quilos) e 20 repetições, levantamento terra com
pernas estendidas com 400 libras (180 quilos) e 15 repetições, rosca direta com 200 libras (aprox. 90.7 quilos) e 10 repetições, realizando levantamento de ombro com 200 libras (90.7 quilos) e 10 repetições, fazendo 10 paralelas com 300 libras (aprox. 135 quilos) ao redor da
cintura, e barra com 100 libras (aprox. 45 quilos) adicionais, você não acha que você vai estar grande – eu quero dizer terrivelmente grande ? E forte também ? É óbvio ! "
Isso resume muito bem o que é progressão.

3. Executar de 1 a 3 séries para cada exercício

Para que o músculo cresça em tamanho/força, ele precisa ser fatigado ou sobrecarregado para que uma resposta adaptativa ocorra. Não importa, na verdade, se você fatiga seus músculos em uma série ou em várias séries – desde que os seus músculos experimentem um certo nível de exaustão.
Quando executar séries múltiplas, o efeito cumulativo de cada série sucessiva causa um grande “avanço” no seu músculo, criando, consequentemente, fadiga muscular; quando executa uma única série até a falha, o efeito cumulativo de cada repetição sucessiva causa “avanços”
cada vez mais profundos no seu músculo, criando então fadiga muscular.
Numerosas pesquisas mostraram que não há diferenças significativas ao executar uma, duas, ou três séries de um exercício, desde que, é claro, essa única série seja realizada com o nível apropriado de intensidade (i.e., até o ponto de falha muscular concêntrica).
Entretanto, sempre há excepções à regra. Mas, como regra geral, a grande maioria das pessoas nunca precisará de mais do que 1-3 séries.

4. Atinja a falha muscular concêntrica com um No fixo de repetições.

Como mencionado acima, a pesquisa mostra que o nosso nível de intensidade é o factor mais importante na determinação dos seus resultados de musculação; mantendo todos os factores inalterados, quanto mais ÁRDUO você treina, melhor a resposta.
Uma vez que a hipertrofia muscular é uma resposta adaptativa do corpo ao stress, você deveria sempre esforçar-se para ir o máximo que puder naquela repetição “impossível”. Cada centímetro conta. A sua repetição “impossível” deveria durar entre 10 a 15 segundos. Poder-se-ia até chamála de repetição isométrica.
ALERTA: Há alguns poucos exercícios dignos de nota nos quais você NÃO deveria tentar a “repetição isométrica”. Estes incluem o supino (e suas variantes) e o levantamento terra com pernas estendidas. A posição inferior nesses exercícios é quando você mais está vulnerável a lesões.
“Falha” para esses exercícios significa completar tantas repetições quantas você conseguir sem nenhum prejuízo para a postura, e então, abaixar o peso, sob controle, até a posição inicial. A mesma regra se aplica para o agachamento e o levantamento terra (e suas variações). “Falha” significa que não se consegue completar mais nenhuma repetição sem prejuízo para
a postura. NÃO tente ir além disso e tentar a repetição “impossível” ou, o que é pior, repetições negativas. Você estará procurando por lesões se o fizer. Sempre erre pelo lado da precaução.
Em relação à questão dos parciais, isto é, executar tantas repetições parciais positivas quanto possíveis depois da última repetição completa, o consenso geral é não executá-las. Depois de executar a repetição “isométrica”, é pouco provável que você ainda tenha qualquer força
positiva em reserva para executá-las.
Se a repetição concêntrica ocorre antes que alcance o nível mais baixo do intervalo de repetições, é porque o peso está muito pesado e você deveria reduzi-lo no próximo treino. Se ultrapassar a porção superior do intervalo de repetições antes de experimentar a exaustão muscular, é porque o peso está muito leve e deveria ser aumentado no seu próximo treino em 5% ou
menos.
Se está a começar agora um programa de exercícios, ou se mudar os exercícios na sua rotina, pode levar algumas semanas até que você encontre um peso desafiador. Continue, simplesmente, a fazer progressões na resistência na medida da necessidade.
Os intervalos de repetição diferem de acordo com a parte do corpo, e os esquemas de recomendação também variam de acordo com a fonte a que você se referir.
A coisa mais importante para lembrar aqui, é que o número de repetições não é o factor chave – o tempo é o factor chave. Pode-se executar uma série de 10 repetições em tão pouco tempo quanto 10 ou 15 segundos, ou uma série de uma única repetição, executada em 60 segundos.
A recomendação geral é entre 8 e 12 repetições. Mas isso pode variar de indivíduo para indivíduo, e também de acordo com a parte do corpo. Em muitos casos, sabe-se que as pessoas beneficiam de muitas repetições para a parte inferior do corpo (12-15), e poucas repetições para a parte superior do corpo (6-. Então, qual deve ser o número de segundos por repetição ? O princípio geral é uma repetição de 6 segundos, consistindo de 2 segundos na fase de levantamento (concêntrica), seguida por 4 segundos na fase de abaixamento (excêntrica). A ênfase é colocada no abaixamento, ou fase negativa, uma vez que a pesquisa tem mostrado que esta é a parte mais produtiva da repetição.
A descida do peso também deveria ser enfatizada porque torna o exercício mais eficiente: os mesmos músculos que são usados para levantar o peso de maneira concêntrica, também são usados para abaixá-lo excentricamente. A única diferença é que, quando você levanta um peso,
os seus músculos estão a encurtar contra uma tensão e, quando se baixa um peso, os seus músculos se alargam contra uma tensão. Então, por enfatizar o abaixamento do peso, cada repetição torna-se mais eficiente e cada série se torna mais produtiva. Uma vez que um músculo, sob tensão, se alarga quando você baixa o peso, baixá-lo de maneira controlada também garante que o músculo exercitado está sendo alongado adequadamente e com segurança.
Consequentemente, em um esquema de repetições 8-12, como nas linhas gerais mostradas acima, cada série deveria levar entre 48 e 72 segundos até se alcançar a falha muscular concêntrica.
Entretanto, há metodologias que tem sido empregadas para encontrar o número “óptimo” de repetições ou, para ser mais correcto, o intervalo de tempo para uma série.

5. Trabalhe até a falha muscular concêntrica (positiva) em cada série

Se a falha muscular concêntrica ocorrer antes de se alcançar o nível inferior do intervalo de repetições, é porque o peso está muito pesado e deveria ser reduzido no seu próximo treino. Se a porção superior do intervalo de repetições for ultrapassado antes de se experimentar
exaustão muscular, é porque o peso está muito leve e deveria ser aumentado no seu próximo treino em 5 por cento ou menos.
Se estiver a começar agora um programa de exercícios, ou se alterou os exercícios na sua rotina, pode levar muitos treinos até que encontre um peso desafiador. Não há como evitar isso. Simplesmente, continue a fazer progressões na resistência, na medida da necessidade.

6. Executa cada repetição com a postura correcta

Não há como exagerar ao se enfatizar isso, já que é um erro comum, especialmente entre os praticantes jovens, o que os tem levado a muitas lesões desnecessárias.
Uma repetição deve ser executada através do levantamento e aaixamento do peso de forma controlada e deliberada. O levantamento “explosivo” não apenas não é produtivo, como também é perigoso.
Esta é uma das questões mais enfatizadas pelos defensores do HIT. Se, em qualquer momento, quem quer que seja, mesmo que seja o Mr. Universo ou um treinador “especialista”, quem quer que te diga para levantar o peso rapidamente, “balisticamente”, em um estilo “explosivo”, simplesmente afaste-te dele.
Esta pessoa é um idiota.
Lembre-se de uma coisa – conselho gratuito vale o que você paga por ele.
E, muitas vezes, nessa área, o conselho pago vale também a mesma coisa.

Complemento sobre SEGURANÇA
Aqui temos um trecho de uma carta de Dan Riley, técnico de musculação do Washington Redskins, para a National Collegiate Athletic Association (NCAA), de 6 de Maio de 1995. Casualmente, Riley é considerado por outros técnicos de musculação HIT, como o melhor técnico de musculação que já existiu. Ele é ALTAMENTE respeitado e, por causa dos seus esforços
e conquistas, ele é um modelo exemplar para muitos técnicos e ajudou a introduzir a nova geração de técnicos de musculação.
“Há muitas abordagens filosóficas que um técnico pode empregar para obter os mesmos resultados. Todos temos um jeito de fazer as coisas darem certo. Entretanto, quando uma abordagem coloca o atleta num ambiente de treino potencialmente mais perigoso, eu sempre seleccionarei o caminho mais seguro disponível. Eu o aconselho a avaliar a literatura e especialistas não tendenciosos em muitas áreas. Áreas de preocupação que eu tenho, incluem práticas na área de nutrição, suplementação, treino explosivo, pliometria, treino max rep, aquisição de velocidade e transferência de habilidades.”
O princípio geral para uma repetição é o que já foi afirmado antes, 6 segundos de duração – 2 segundos para subir e 4 para descer. Dois segundos podem não parecer muito tempo, mas quando você está levantando um peso, é. Tente fazer o seu parceiro de treino dizer “um mil”,
“dois mil” em quanto você levanta.
Muitas pessoas ficam surpreendidas porque, na verdade, eles levantam peso muito mais rápido que isso.
Evite movimentos explosivos, balísticos a todo custo. Levantar um peso “mais rápido” NÃO te faz mais “explosivo”. Não importa o tipo de estilo de treino que faz, não há como contornar as fibras musculares lentas (Tipo I) e activas as fibras rápidas (Tipo II). As fibras musculares são recrutadas pela ordem do tamanho, de acordo com o Princípio de Recrutamento de Tamanho.
É possível ficar atolado em debates infindáveis sobre a velocidade de repetição “exacta” ou “óptima”. Há muita controvérsia em torno dessa questão. Quão lento, exactamente, deve ser uma reptição ? Na verdade, ninguém sabe a resposta.
Entretanto, é amplamente aceito que o melhor princípio geral é o seguinte:
Levante o peso, sob controle, e tente reduzir a quantidade de momentum.
Na dúvida, faça mais devagar, nunca mais rápido. Treine com um parceiro que possa controlar e enfatizar a postura adequada. É fácil executar uma repetição “rápido demais”, mas raramente se vê uma pessoa executando uma repetição “lento demais”.

7. Utilize um intervalo de movimento completo

Execute a repetição no maior intervalo de movimento possível, com segurança – a partir de uma posição de alongamento completo até uma posição de contracção muscular completa e, de volta, até a posição de alongamento completo. Exercitar-se ao longo de um intervalo de
movimento completo tem sido mostrado, por alguns estudos (Projeto Condicionamento Total, feito pela Academia Militar dos EUA), que aumenta a flexibilidade, o que reduz o potencial de lesões, o que é um dos objectivos do HIT – prevenção de lesões.
Ao utilizar um intervalo de movimento completo, você garante que está exercitando o músculo inteiro – e não apenas uma parte dele – fazendo com que o movimento, consequentemente, se torne mais produtivo e, portanto, com maior estimulação para o crescimento. Estudos têm
mostrado que um exercício com intervalo completo é necessário para o efeito intervalo-completo, isto é, ao executar um exercício através de um intervalo de movimento limitado, por exemplo, a porção média de uma extensão de perna, resultará em um aumento de força redominantemente
nesse intervalo de movimento. Estudos com indivíduos que utilizaram esse estilo de treino por um período extenso de tempo, descobriram que esses indivíduos se tornam mais fracos no intervalo de movimento não trabalhado, por exemplo, se executarmos extensões de perna como
mostramos acima, irá resultar em fraqueza considerável na posição contraída.

8. Treine não mais do que uma hora por treino

Se estiver a treinar com um alto nível de intensidade, mais do que uma hora é contraprodutivo, uma vez que aumenta a probabilidade de overtraining devido a um hormônio catabólico chamado cortisol. Overtraining, ao lado das lesões, é o seu pior inimigo. Evite-o como a praga.
Além disso, quanto mais rápido completar o seu treino, dado o mesmo número de séries executadas, tanto melhor será o condicionamento obtido.

9. Mova-se rapidamente entre as séries

O tempo de transição entre cada série varia conforme o seu nível de condicionamento. Deve prosseguir de um exercício para o próximo logo após a recuperação, sinta que consegue produzir o nível máximo de esforço. Depois de um período inicial de ajuste, você deve ser capaz de se
recuperar adequadamente entre 1 e 3 minutos. Treinar com a quantidade mínima de tempo de recuperação entre os exercícios, produzirá um efeito de condicionamento metabólico que não pode ser conseguido por programas tradicionais de séries múltiplas, como foi mostrado pelo estudo em West Point.

10. Exercite os maiores grupos musculares primeiro

A ênfase nos seus exercícios deve ser os seus maiores grupos musculares (por exemplo, os quadris, pernas e a parte superior do torso). Você deve seleccionar quaisquer exercícios que preferir, para treinar essas partes do corpo. Recomenda-se que o trabalho com a parte inferior do corpo seja executado primeiro, uma vez que é mais desgastante. Mas esse nem sempre é o caso, já que uma técnica para melhorar uma parte deficiente do corpo é treiná-la no início do treino, mas esse é o esboço geral.
Exercícios como o agachamento completo, quando executados correctamente até a falha, são os exercícios mais difíceis que há, como qualquer levantador de pesos experiente poderá lhe dizer. É isso que faz com que eles também sejam os mais produtivos. Lembre-se, faça com que
os seus exercícios se tornem mais difíceis, não mais fáceis, e os seus resultados estarão na proporção do esforço desprendido.
Uma vez que os maiores grupos musculares armazenam os maiores níveis de glicogênio, nós acabamos com essas reservas de combustível primeiro, para colocar a glicose fluindo. Uma segunda razão é aumentar o nível de ácido láctico e, em consequência, diminuir o pH do sangue. Ao reduzir o pH do sangue e do músculo, diminuímos a quantidade de trabalho necessário
para estimular o crescimento dos músculos restantes. As vantagens disso são que menos trabalho significa que menos glicose é utilizada e que o risco de exaurir as suas reservas de proteínas (catabolismo) é reduzido.
É especialmente importante evitar (a não ser que você esteja utilizando uma rotina especializada) exercitar os braços antes de exercitar a porção superior do torso. Movimentos com múltiplas juntas (ou compostos), feitos para a parte superior do corpo, requerem que os seus braços auxiliem o movimento. Então, se fatigar os seus braços primeiro, irá enfraquecer um
link já fraco, limitando consequentemente a carga de trabalho colocado sobre os músculos da parte superior do torso.
Similarmente, os seus quadriceps e biceps femorais são o link fraco na execução de exercícios para os quadris e os glúteos. Em consequência, *algumas* autoridades recomendam que se evite treinar esses músculos, isto é, que se evite executar extensões e flexões de perna, antes de
executar um exercício composto, de múltiplas juntas para a parte inferior do seu corpo, como o agachamento ou o leg press.

11. Não divida a sua rotina – não trabalhe o seu corpo em dias sucessivos.

Muitos fisioculturistas praticam uma rotina quebrada. A razão é que ao treinar a parte superior em um dia e a parte inferior no dia seguinte permite que se dê tempo adicional para trabalhar cada grupo muscular “mais arduamente”. Os defensores do HIT acreditam que este NÃO é o
caso.
Primeiro, rotinas quebradas levam a acreditar que mais exercício significa melhor exercício. Lembre-se que MAIS ÁRDUO é que é melhor. E se você treinar mais arduamente, você DEVE treinar em menos tempo, não em mais tempo. Não se pode treinar com alta intensidade por um longo período de tempo. Consequentemente, a não ser por necessidade fisiológica, as pessoas que utilizam rotinas quebradas tendem a reduzir a intensidade do seu exercício, o que leva a menos estimulação de crescimento.
Segundo, rotinas quebradas utilizam mais da sua valiosa CAPACIDADE DE RECUPERAÇÃO. Recuperação é a química que é necessária, dentro do seu corpo, para que a resposta adaptativa aconteça. Por consegüinte, rotinas quebradas podem te levar, novamente, ao seu pior inimigo – o
overtraining.
Deve-se notar que, embora as rotinas de corpo inteiro sejam recomendadas, elas não são sempre a regra. Por exemplo, algumas pessoas simplesmente não podem aguentar muito, em termos de exercício de alta intensidade. Tentar executar o corpo inteiro em uma única sessão poderia levar a esforços e resultados não óptimos.
Se for o caso, é melhor executar uma rotina de corpo completo “abreviada” ou “quebrar” a sua rotina. O objectivo aqui não é aumentar a carga de trabalho. É “espalhar” o trabalho ao longo do tempo. Por exemplo 10 exercícios de uma série cada pode ser necessário para um praticante
treinar o corpo inteiro. Em vez de executar todos os 10 exercícios em uma única sessão, o praticante deveria quebrar a rotina em 4 exercícios em uma sessão e, 5 exercícios na próxima. Continue assim, alternando essas sessões. O que é importante enfatizar é que essas sessões NÃO são executadas em dias sucessivos, pelas razões já mencionadas.

12. Descanse bastante depois de cada treino

Acredite se quiser, os seus músculos não se tornam mais fortes durante o treino. Eles tornam-se mais fortes enquanto recupera do treino. Depois de um treino de alta intensidade, o seu tecido muscular é quebrado (descrito de uma forma simples) e o processo de recuperação dá ao seu músculo tempo para se reconstituir, se adaptar e, se todos os factores permitirem,
crescer. Existem, sem dúvida, variações individuais na capacidade de recuperação.
Geralmente, recomenda-se um período entre 48 e 96 hora para uma recuperação suficiente de um treino. É o sentimento de alguns defensores do HIT que o musculo começa a atrofiar depois de 96 horas de um exercício de alta intensidade. Entretanto, isso é contestado por outras
autoridades, que fazem com que seus atletas treinem com menos frequência do que isso. Não é raro ouvir-se sobre um treino de musculação por semana ou até menos, embora, ao que parece, esse tipo de treino funciona melhor para aqueles que alcançaram um nível avançado de
desenvolvimento em relação a si mesmos, isto é, aumentaram sua força em 200 a 300% relativo a sua força antes de começar a treinar.
Geralmente diz-se que um período de pelo menos 48 horas também é necessário para repor os estoques de carboidratos. Consequentemente, sugere-se que você se exercite de 2 a 3 vezes por semana em dias não consecutivos (ex.Segunda, Quarta, Sexta).

13. Tire folgas periódicas

O que é “Periodização” ? Periodização não é um esquema de séries, mas uma filosofia ou método para variar o volume e a intensidade de treino para optimizar as adaptações ao treino, com o objectivo de evitar o overtraining.
HIT também é uma filosofia. Os proponentes do HIT frequentemente fazem menção à importância de trocar os exercícios executados, a ordem dos exercícios, a frequência de treino e as combinações de séries/repetições.
Por isso, dizer que o HIT é “uma série com 8 a 12 repetições” ou um “programa fechado (enlatado)” é simplesmente errado.
O HIT defende uma forma de “periodização”. Mas não é a periodização de treinos pré-planejados, baseados em 1RM, dos modelos teóricos tradicionais, com diferentes “fases” dentro de um “ciclo”.
Isto não quer dizer que esses modelos não “funcionem”.
Funcionam. Isto é importante que se entenda – QUALQUER sistema de treino que aplique as técnicas de sobrecarga e progressão irá “funcionar”.
Os proponentes do HIT sentem que existem, definitivamente, algumas deficiências nos modelos de periodização – perde-se muito tempo treinando abaixo do nível máximo.
Um dos objectivos de se utilizar um programa de “periodização” é “ciclar a intensidade” para prevenir o overtraining. A escola de pensamento sobre HIT não acredita nesse conceito de “ciclar intensidade” – com algumas excepções como Stuart McRobert (veja “Hardgainer”).
O verdadeiro culpado pelo overtraining é… o overtraining, isto é, treinar com muita freqüência.
Para prevenir o overtraining, a cura é o descanso, ou uma redução nos treinos. Treine até 2 a 3 vezes por semana intensamente (em geral).
Se alguém estiver a treinar três vezes por semana e não se sente recuperado ou não está a conseguir progresso, tente treinar duas vezes por semana. Se ainda for muito, treine uma vez a cada cinco dias. Uma regra de ouro é focar na redução do volume/frequência. A maioria dos
atletas descobre que, a medida que se tornam mais fortes, treinar menos passa a ser mais uma necessidade do que uma opção.
Treine árduo por 6 a 8 semanas e então, tire uma semana de folga da musculação. Uma semana sem treinar pode ajudar tremendamente tanto psicologicamente como fisiologicamente.
Depois de uma semana sem treinar, gradualmente comece uma nova rotina. Uma nova rotina pode significar continuar com os mesmos execícios, mas trocando a ordem ou escolhendo novos exercícios. O segredo é a Variedade. Você pode denominar isso de “ciclar os treinos” ou
de periodização. Dá no mesmo.
Dez dias de folga entre treinos pode ser ainda melhor. Duas semanas de descanso podem operar maravilhas pela sua capacidade de recuperação, motivação e progresso futuro. Uma folga de 10 dias nos treinos é recomendada a cada seis meses.
Esta é, provavelmente, uma das coisas mais difíceis para um fisioculturista realizar, e talvez seja um outro factor pelo qual as pessoas não conseguem os resultados que desejam. Os fisioculturistas tendem a achar EXTREMAMENTE difícil tirar folgas do treino. O medo é que “meu músculo vai atrofiar” ou algo parecido.
Mas esse não é o caso. Existe um estudo publicado, em que um grupo de levantadores de peso de elite, parou com todo tipo de treino por um período de duas semanas. As perdas de força resultantes foram mínimas.
Então, mesmo que perca um pouco de músculo, é MUITO MAIS FÁCIL
READQUIRIR a massa muscular perdida do que consegui-la pela primeira vez.
Complemento sobre como aumentar a “FORÇA":
É importante compreender que um exercício de resistência progressiva com treinos de uma única série causam mudanças morfológicas (músculo) benéficas. Se for objectivo do praticante melhorar a sua repetição isolada máxima (1RM) no agachamento ou no supino, então SÃO NECESSÁRIAS MAIS SÉRIES para treinar os caminhos neurais específicos para ter sucesso
nesses levantamentos.
A maioria da literatura sobre musculação até hoje NÃO mostrou uma diferença conclusiva entre programas de séries múltiplas e programas de séries únicas, no que se refere a mudanças na MASSA CORPORAL MAGRA.
Vários sistemas de treino série/repetição produzem aumentos de massa muscular e força. O treino com uma única série também gera um aumento na massa muscular e na força. Como alguém define e utiliza FORÇA é o que vai, no final das contas, influenciar o protocolo de treino.

14. A medida que ficar mais forte, reduza a freqüência de treinos e/ou a quantidade de séries
Fisiologistas do exercício descobriram que a sua força aumenta desproporcionalmente à sua capacidade de recuperação.
Quanto mais forte ficar, MENOS exercício de alta intensidade conseguirá tolerar. O Dr. Ellington Darden mencionou uma razão de “300/50%” da força em relação à capacidade de recuperação. Então – na teoria – o fisiculturista médio tem o potencial de aumentar a sua força sem treino por
um factor de 4, mas a sua capacidade de recuperação só aumentará por um factor de 1,5. Consequentemente, a medida que você fica mais forte, você simplesmente DEVE fazer menos exercícios.
As recomendações GENÉRICAS para o número de séries/treino é como se segue:
Nível iniciante: 12-15 séries
Nïvel intermediário: 8-12 séries
Nïvel avançado: 6-8 séries
É claro que você talvez necessite de mais ou, mais provavelmente, se
beneficiará com MENOS, mas esse é um bom esboço genérico.
Em relação à frequência de treino, as recomendações genéricas são como
se segue:
Nïvel iniciante:
3 vez/semana (corpo inteiro)
Nïvel intermediário:
2 vezes/5-7 dias (corpo inteiro)
Avançado:
1 vez/4-6 dias (corpo inteiro)
Mais uma vez, dependendo de uma série de factores, pode necessitar de MENOS do que isso. Três vezes por semana tem sido usado com sucesso em programas de treino atlético para faculdades e escolas de 2o grau.
Entretanto, há casos de praticantes que fizeram ganhos enormes ao treinar menos frequentemente. Enfatizamos, mais uma vez, que essas são recomendações GENÉRICAS. Há casos de fisioculturistas avançados que conseguem tolerar e adaptar-se regimes de 3x/semana com 15 séries/treino. Outros podem tolerar 2x/semana com 4-6 séries/treino.
Como a regra genérica para condicionamento aeróbico é treinar 2-3 vezes/semana, se estiver em um nível intermediário ou avançado, realize algum tipo de exercício aeróbico em outro dia/semana.
Treinar três vezes por semana é a recomendação genérica para aumentar a resistência cardiovascular. Se as suas sessões de musculação são realizadas de uma tal maneira que a sua taxa cardíaca é mantida na zona alvo para a sua idade (mantendo o descanso entre as séries tão breves quanto possível, de 1 a 3 minutos é recomendado), então as suas sessões de musculação “contam” como parte do seu condicionamento aeróbico.
Se a sua força tiver aumentado para um nível em que você se exercita menos do que 3 vezes/semana, pode-se realizar exercícios aeróbicos adicionais com o propósito de condicionamento.

15. Utilize técnicas de alta intensidade com moderação

Muitas pessoas cometem o erro de utilizar técnicas avançadas como as mencionadas abaixo, com muita frequência, o que as leva rapidamente ao estado de overtraining. Esta é uma outra razão, talvez, pela qual algumas pessoas falham em alcançar as suas expectativas utilizando o HIT.
Não há como exagerar esse ponto. Aprenda pela experiência o quão árduamente você consegue forçar-se a si mesmo nos exercícios. Nem tente esses métodos até que tenha estabelecido uma boa "base" de força. E mesmo assim, deve-se enfatizar que esses métodos devem ser usados com
economia. Durante o curso da sua carreira de treino, você irá aprender a se forçar com mais ardor nas séries normais. Ir até a falha em séries normais deveria ser o mainstay do seu programa de treino.
Utilize essas técnicas para aperfeiçoar uma parte do corpo deficiente, e utilize-as infrequentemente. As seguintes técnicas são técnicas de alta intensidade avançadas.
Breakdowns.
Repetições Super-slow.
Pré-exaustão.
Repetições Negativas.
Repetições 1 1/4.
As técnicas acima deveriam ser utilizadas, como eu já disse, infreqoentemente. Não as execute em todo treino como muitos fisioculturistas fazem. É muito fácil entrar em overtraining ao utilizar essas técnicas. Utilize-as para aquelas partes do corpo específicas que ficaram
para trás em relação ao resto do corpo. Isto é muito importante de se lembrar. Você deve treinar até a falha positiva em todas as séries. Mas, ir além da falha positiva é algo extremamente desgastante para o corpo.
Então, utilize essas técnicas com economia, ou você acabará com overtraining. A questão não é trabalhar o seu corpo até derrubá-lo. O objectivo é obter uma resposta de treino de tal forma que seja capaz de adicionar mais peso ou mais repetições no próximo treino. Mantenha esse
objectivo claro na sua mente.

16. Execute um aquecimento e um resfriamento adequados

Aquecer-se é uma salvaguarda contra lesões. A mudança para temperaturas mais altas também aumenta a velocidade de movimento e o potencial de potência.
Praticamente, qualquer sequência de movimentos leves calistênicos pode ser usada como um aquecimento genérico antes de uma sessão de treino de alta intensidade. Movimentos sugeridos incluem rotação da cabeça, inclinação para o lado, giro do tronco, agachamento apenas com o peso do corpo, e bicicleta ergométrica. Fazer cada movimento por aproximadamente um minuto há de ser suficiente. Um aquecimento específico para cada parte do corpo ocorre durante as primeiras repetições de uma série. Consequentemente, uma “série de aquecimento” não é geralmente considerada necessária.
Fazer um resfriamento após o treino também é importante. Previne o aglomeramento de sangue nos músculos exercitados. Depois do seu último exercício, resfrie-se andando pela área de treino, bebendo água, ou azendo alguns movimentos fáceis, como mover os braços em movimentos
circulares e lentos. Continue com esses movimentos fáceis por quatro ou cinco minutos ou, até que a sua respiração retorne ao normal e a sua taxa cardíaca tenha se reduzido.

17. Mantenha registros precisos sobre o treino

Registros de treino são uma forma de medir o seu progresso. É importante que você mantenha um registro escrito, actualizado, de cada exercício que executa durante cada treino. Na organização do seu mapa de treino, precisará tomar nota dos seguintes factores: data, exercícios, ordem dos exercícios, lugar ou aparelho de execução do exercício (se for o caso),
resistência, repetições, séries, tempo de treino total, e quaisquer outros mais específicos como peso corporal, hora do dia, temperatura externa e dores que possam afectar o seu desempenho.
À medida que revê o seu progresso, mês a mês, a precisão desses registros de treinos se mostrará extremamente valiosa para fornecer informações para a resolução de problemas.
Como mencionado na secção de “Livros”, o livro de Stuart McRobert, “Muscle & Might Tracker” é uma excelente ferramenta para isso.
A força de um músculo é a melhor medida de progresso. Mede-se melhor a força, não pelo quanto você consegue levantar DE UMA ÚNICA VEZ (denominado frequentemente 1RM – uma repetição máxima), mas através de quanto consegue levantar em um determinado número de repetições, por exemplo, 10 repetições, em boa forma. E porque não deveria executar
repetições únicas e máximas como medida de força ? Para resumir, porque são PERIGOSAS.
Tentar uma 1RM com pesos pesados pode colocar uma quantidade de stress exagerada nos músculos, ossos e tecidos conjuntivos. Uma lesão ocorre quando o stress excede a força tênsil dos componentes estruturais.
Além disso, uma tentativa de 1RM tende a elevar a pressão sanguínea além do ponto onde ela normalmente se encontra em pesos abaixo do máximo.
Uma outra questão é que um levantamento em uma única repetição é uma habilidade altamente especializada que necessidade de grande dose de técnica.
Mas agora, existe uma outra forma de prever a sua repetição 1RM – através do número de repetições até a falha, usando o que tem sido chamado de “Fórmula de Brzycki” (criada por Matt Brzycki).
A fórmula é o seguinte:
Previsão de repetição máxima = Peso Levantado/(1,0278 – 0,278X)
Onde X = número de repetições executadas.
Essa fórmula baseia-se no relacionamento não linear entre o número de repetições até a falha e a percentagem de carga máxima. Parece que o relacionamento não é muito linear acima de 10 repetições. Por conseguinte, essa fórmula só é válida para prever o 1RM quando o número
de repetições até a falha é menor do que 10. Se o número de repetições é maior do que 10, então o teste torna-se menos preciso. Então, se você determinou que o seu esquema “optimo” de repetições baseado na seção III) i) é maior do que 10, estão esse teste se torna menos preciso.

18. Arrume um bom parceiro de treino

Um bom parceiro de treino irá ajuda-lo imensamente. A cada momento, um impulsiona o outro, durante os árduos treinos. Depois que vocês estiverem treinando juntos por um período de tempo, um conhecerá o outro o suficientemente bem para organizar sessões de treino positivas. Ter um parceiro de treino irá permitir ir até a “falha” sem medo de “deixar o peso cair” em exercícios como o supino.
Um bom parceiro também irá monitorar a sua forma e dar um feedback.
Um parceiro também será muito útil quando precisar de assistência, ao utilizar técnicas avançadas como negativas, breakdowns, manuais, etc.

19. Não tente imitar uma habilidade desportiva na sala de treino

Treino de força deve ser GENÉRICO e necessita de RESISTÊNCIA PESADA Treino de habilidade deve ser ESPECÍFICO e não necessita de RESISTÊNCIA ADICIONAL.
Não tente imitar uma habilidade de um determinado desporto, na tentativa de melhorar o desempenho nesse desporto específico. Um exemplo específico é o uso de arranques. Arranques têm sido promovidos por alguns como sendo específico de uma incrível variedade de habilidades
como o nado de peito, o golf swing e o arremesso de peso. É absolutamente impossível que um único movimento seja idêntico a a um grupo tão amplo de habilidades. O PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE declara que uma actividade deve ser específica a um pretendido objectivo para que aconteça a melhoria – ou transferência - máxima.
Não existe NENHUM exercício que, feito na sala de treino – com barras ou máquinas – promova o aprendizado de habilidades desportivas. Treino de habilidades e condicionamento é ESPECÍFICO para um desporto, mas a musculação é GENÉRICA.
Musculação, assim como outros movimentos de condicionamento, difere, tanto quanto é possível diferir, da prática de uma determinada habilidade, em termos de conteúdo, significado, forma, método de execução e ambiente.
Se quer desempenhar melhor um determinado desporto como, por exemplo, basquetebol, ENFATIZE os músculos envolvidos no basquetebol, especificamente os glúteos, coxas, panturrilha, costas, ombros, braços e região lombar, no seu treino.
Para melhorar o componente habilidade, simplesmente continue PRATICANDO essa habilidade, como arremessos, ou enterradas.

20. Evite Movimentos Ortopedicamente Incorrectos

Cientificamente, profissionais de atletismo e de reabilitação têm questionado se certos exercícios e práticas – como arranques e pliométrica – são seguros para serem executados ao longo de anos. O potencial de lesões da maior parte dos movimentos executados por levantadores de peso, de competição, é enorme. Quando executa tais exercícios, o sistema músculo-esquelético é exposto a trauma repetitivo e a uma carga biomecânica extrema.
O levantamento de peso carrega um cero grau de risco. Levantadores de peso, de competição, aceitam esses riscos como parte do desporto. No entanto, atletas que não são levantadores de peso de competição não deveriam assumir um risco de lesão tão pouco razoável.
Há outros tipos de exercícios “padrão de fisioculturismo” que também são inerentemente perigosos. Esses incluem:

  • Desenvolvimento de ombros atrás do pescoço
  • Remo inclinado com barra
  • Remo com barra T
  • Agachamento em Máquina Hack
  • Remada em Pé
  • Good Morning
  • Agachamento na máquina Smith
  • Agachamento Sissy [=irmãzinha, tipo de agachamento em que os pés são fixados em um apoio]
  • Afundo para a frente
  • Variações de "French" press para o triceps
Fonte : www.motorhumano.web.pt