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domingo, 4 de outubro de 2009

Falando sobre o Pump...



Falando sobre o Pump...


"Falando sobre o Pump" ou A Solução de Um Problema de Braços
por Arthur Jones

Da IronMan Magazine - fevereiro de 1971 - Volume 30 - Número 3

Quando eu vi Franco Columbo pela primeira vez, na competição de Mr.Olympia, em Nova Iorque, em 1969, isso me fez lembrar fortemente das bonecas que as crianças construíam a partir de uma batata, com palitos no lugar dos braços e das pernas. O tamanho extremo do cinturão muscular de seus ombros literalmente irritava seus braços; embora realmente seus braços fossem bastante grandes para um homem daquela estatura, eles pareciam exageradamente muito pequenos quando comparados aos seus ombros e peitorais.

Tempos depois, na ocasião da competição de Mr. América em Los Angeles, no último mês de junho, eu me encontrei e conversei com Franco por longo tempo, e ele admitiu abertamente que a falta de proporção no tamanho de seus braços era a maior falha em seu físico. Cerca de cinco meses depois, em minha casa em DeLand, Flórida, veio a mim que eu me disporia a uma oportunidade para tentar fazer algo na direção de ajudar Franco com seu problema de braços. E na noite de 24 de novembro de 1970, coisas começaram a acontecer.

Diante de testemunhas, eu medi pessoalmente os braços de Franco com um perfeitamente precisa fita de papel fino que eu tinha à disposição, e então comparei isto a uma fita de aço para assegurar precisão total. Foram feitas medidas com os braços "frios" -- em ângulo reto para com os ossos, na primeira flexão.

Então em um período de aproximadamente vinte minutos, Franco executou um total de dez séries para seus braços; cinco séries em uma máquina Nautilus para rosca e cinco séries em uma máquina Nautilus para Tríceps, alternadamente, quase ininterruptamente, com cada série sendo levada ao ponto do fracasso que segue um esforço máximo possível, e com várias pessoas urgindo a Franco por esforços cada vez maiores.

Então nós medimos os braços dele novamente, "inchados". E eu quase não pude acreditar nos resultados indicados pela fita; os braços dele estavam inchados em 5 cm, sem dúvida o maior grau de pump que eu alguma vez tinha medido.

Várias horas mais tarde, perto da meia-noite, Franco ligou para mim do motel onde ele estava hospedado, "...Arthur, traga a fita, meus braços ainda estão com mais de 18 polegadas." Eu não fui, mas continuei a discussão por mais meia hora.

No dia seguinte, a "medida fria" dos braços dele estava 1 cm maior do que tinham estado vinte e quatro horas mais cedo. Ainda sob pump? Crescimento de verdade? Simplesmente inchados? Eu não sei, mas eles certamente estavam maiores do que eles tinham estado.

Sendo que Franco estaria retornando à Califórnia no dia seguinte pela manhã e sendo que nós gostaríamos de tirar algumas fotos, eu concordei em deixá-lo treinar seus braços novamente; na verdade, em seguida a um treinamento duro, e eu fui totalmente surpreendido pelos resultados. Pouco, ou de fato, nenhum grau de pump era o que eu realmente estava esperando. Mas os verdadeiros resultados? Bem, julgue por você mesmo da fotografia abaixo.

Primeiro olhe a fotografia do braço literalmente enorme de Casey Viator que, além de qualquer questionamento, tem os braços de aparência mais musculosa do mundo todo, sem dúvida.

Casey é quatro polegadas mais alto que Franco, e neste dia pesava 18,6 kg a mais que Franco, e a porção superior de seus braços superiores (medidos " frios " em ambos os casos) era exatamente 6 cm maiores que os de Franco; contudo, nesta foto é óbvio que Franco tinha inchado seus braços muito próximo do tamanho dos de Casey.

E quanto será que estavam inchados nesta ocasião?

Você simplesmente não acreditaria nisso, mas Franco também já não parecia muito mais com uma batata com palitos no lugar dos braços. E em todo caso, nesta semana nós estaremos enviando para ele uma máquina de braços.

Resolvido um problema de braços.

Publicado no Hard Training Pit Stop, em 11/06

Arthur Jones Treina Casey Viator para o Mr. América 1971

Arthur Jones Treina Casey Viator para o Mr. América 1971






Uma Detonação no Estilo Old-School
por Ellington Darden, Ph.D.

"Venha até aqui amanhã e assista Casey treinar", disse Arthur Jones para mim ao telefone.
A data era 9 de junho de 1971. Eu não tinha visto Casey Viator havia nove meses, assim eu estava ansioso para vê-lo treinando. Jones vinha treinando Viator de tempos em tempos durante onze meses.
Todo mundo interessado pelo bodybuilding naquela época vinha acompanhando as travessuras de Jones e Viator pela revista IronMan.
O grande teste deles foi a competição ao título de Mr. América 1971 da AAU, que aconteceria em York, Pennsylvania, em três dias. . . no dia 12 de junho.
"Este será o coroamento dos treinamentos de Casey. " continuou ele com sua voz de barítono. " Após observar, você poderá julgar por si mesmo se ele poderá ou não derrotar aquele ruivo bastardo ". (Aquele competidor ruivo a quem Jones estava se referindo era Ken Waller, que tinha se colocado em segundo lugar atrás de Chris Dickerson, no Mr. América 1970).
Vocês poderão ler meu relatório, exercício-por-exercício, do treinamento de Casey, que envolvia uma série de 15 exercícios diferentes, nas páginas 18 e 19 de meu livro lançado em 2004, The New HIT. Sem ser redundante, eu quero fazer um comentário sobre dois dos exercícios de Viator: o agachamento com barra livre e a extensão de cotovelo, para os tríceps. Mas primeiro deixem-me descrever a ordem do treinamento.
Qualquer coisa, exceto fantasia entre 1970 e 1973, Arthur Jones ainda não havia completado a construção da estrutura de 20 acres que abrigava a sede da Nautilus em Lake Helen, Flórida. Lake Helen fica situada no centro da Flórida, há aproximadamente 20 milhas de Daytona Beach e há 5 milhas de DeLand.
Assim, durante os primeiros três anos, as instalações de treinamento de Jones ficavam situadas atrás da escola secundária de DeLand em um velho barracão semi-circular do exército. A cabana Quonset. A cabana era mal-iluminada, úmida, e cheirava a mofo. O piso era de concreto e não havia nenhum sistema de aquecimento ou de ventilação na estrutura. Os alunos-atletas da escola secundária e alguns viciados em fitness, moradores do local, usavam as instalações, juntamente com Jones e os fisiculturistas selecionados por ele.
Conforme você entrava pela porta da frente, havia uma Universal Gym Machine à direita e uma Nautilus Compound Biceps/Triceps machine à esquerda. No fundo da cabana estavam os protótipos das Nautilus Pulôver, Nautilus Behind Neck, e Nautilus Rowing Machines. No meio da cabana estavam os suportes de agachamento, várias velhas barras Olímpicas, e meia dúzia de halteres.
O ambiente era ordinário. Mas quando Jones estava lá com seu pelotão, o ginásio ficava elétrico - com Arthur latindo ordens, assistentes preparando o equipamento, e visitantes com olhos tão arregalados quanto pires, espreitando pela porta. Jones enchia o lugar com excitação construtora de músculos.
Viator que normalmente aparecia 5 minutos antes de Jones chegar, me dizia que sua freqüência cardíaca dobrava quando Jones entrava no ginásio. " Ele me mantém intimidado na maior parte do tempo, " lembrou-se Casey, " com todas suas táticas de intimidação e motivação. Ninguém consegue me acionar no modo máximo de treinamento da maneira que Arthur conseguia. Eu odiava o que ele me fazia realizar durante meus treinamentos. . . mas eu amava os resultados ".
" Devido a intensidade e o ritmo do treinamento, mais o débito de oxigênio, " observou Larry Gilmore, " nós suamos galões durante cada treinamento ". Gilmore era um levantador local que freqüentemente ajudava Jones com seu treinamento. " O ar na cabana Quonset normalmente era nauseabundo, devido os caras que erravam o balde quando iam vomitar. (Dois baldes de tamanho médio ficavam na cabana.) "
Mas você sabe o que é? Você seguramente poderia conseguir um treinamento do caralho, se você tivesse a mentalidade para isso ".
O que nos leva de volta aos meus comentários sobre o desempenho de Viator no agachamento com barra livre. (PS: eu gostaria de ter tirado algumas fotos durante o treinamento de Viator. Mas teria sido difícil sem uma máquina com flash, o que teria sido uma grande distração. Ainda assim, eu gostaria de ter tentado.)
O Agachamento com Barra Livre
Aproximadamente às 21:00 horas, na noite de 10 de junho de 1971, Viator fez 13 repetições de
agachamento com uma barra carregada com 225 kg. Nenhuma de suas repetições era de meio
agachamento. Todas elas eram bunda-no-calcanhar, agachamentos completos - executados após ele ter pré-exaurido seus quadríceps com 338 kg na máquina de leg press, para 20 repetições, seguidas por 100 kg na extensão de perna para outras 20 repetições. . . Sem descanso entre os exercícios.
Isso é certo, Jones empurrou Viator através de um duplo-cíclo de pré-esgotamento: leg press, extensão de perna, e agachamento, realizados um após o outro. . . Com carga muito pesada, com boa técnica, e para repetições máximas. . . o que é o absoluto em ALTA INTENSIDADE.
Eu nunca tinha visto qualquer coisa igual a este ciclo de perna. Você consegue se imaginar agachando com uma barra de 225 kg para 13 vezes. . . depois de ter pré-exaurido suas coxas?
Jones estava posicionado à esquerda de Viator o encorajando - ou, eu deveria dizer, gritando para ele: " Reduza a velocidade. Sustente sua cabeça elevada. Mantenha o ritmo. Não desista. Pense nas coxas daquele ruivo enorme. Maldito seja, Casey, eu quero mais três. Respire profundamente. Agora. . . mais uma ".
Isso funcionou. Viator excedeu as expectativas de Jones. Sua freqüência cardíaca deve ter ultrapassado 220 batimentos por minuto durante pelo menos 2 minutos. Eu nunca tinha testemunhado tal intensidade - nunca.
No início de 2005, eu entrevistei Casey para meu mais recente livro, O Novo Bodybuilding para
Resultados da Velha-Escola, e ele se lembrou bem daquele treinamento (seria difícil esquecer). "eu planejava ir mais com calma naquele agachamento, porque eu sabia que eu teria muito mais pela frente, mas com 225 kg sobre minhas costas e a adrenalina fluindo, tudo o que eu poderia fazer era pensar 'alcance 10 repetições.' Eu estava realmente surpreso quando eu alcancei 12 e não pude acreditar que eu fiz 13. Então eu entendi que aquele treinamento ia ser uma verdadeira puta do caralho".
Uma verdadeira puta do caralho é o que aquilo realmente foi. Em meus 45 anos de experiência de treinamento, aquele ciclo de perna, de três exercícios, foi a série mais exigente e impressionante que eu alguma vez testemunhei.
Jones falou depois sobre isto e declarou. . . "Paul Anderson (que, já foi considerado o homem mais forte do mundo), na sua melhor condição, poderia ter duplicado o ciclo de perna de Viator. Mas para isso, ele teria que ter tomado uma injeção de Novocaína em cada coxa para combater a dor. Além disso, se Anderson tivesse sobrevivido este feito, ele provavelmente teria morrido logo em seguida".
Viator não apenas executou aquele ciclo em um estilo competitivo, mas depois de breve descanso e alguns goles de água, ele continuou seu treinamento. Seu exercício antes do final da sua rotina de 15 exercícios, foi a extensão de cotovelo executada na Nautilus Compound Biceps/Triceps Machine.
A Extensão de Tríceps Nessa noite, Jones carregou os tríceps de Casey com 57 kg - que é o máximo que eu já vi qualquer pessoa usar naquela máquina para braço carregada com anilhas, principalmente em se tratando de um exercício realizado no final da rotina de treinamento. Talvez 57 kg não pareça muito peso, mas nessa estação Nautilus para Tríceps, o corpo fica posicionado de maneira muito firme, na vertical, o que faz desse, um movimento impossível de roubar. Apenas seus tríceps eram solicitados a trabalhar nesse movimento de alta precisão.
Casey iniciou as repetições deliberadamente. . . uma após a outra, de uma extensão completa a uma contração máxima dos músculos da porção posterior dos braços. Novamente, Jones estava próximo a orelha dele, enquanto lhe urgia que pausasse, abaixe lentamente, e continuasse.
Na repetição 8, Viator estava exausto. . . ele já não conseguia fazer a posição totalmente contraída, até mesmo com Jones o persuadindo. Então Jones olhou calmamente em seus olhos e disse: " Aquele californiano ruivo vai arrancar o melhor de você ". Isso incentivou Viator a terminar a repetição de número 8, e na verdade, fez ainda outra repetição numa técnica melhor que na repetição anterior. Porém, sua 10º repetição era sem chance. Casey não poderia sequer começa-la.
Em um instante, Jones enviou dois assistentes para erguer Viator para fora da máquina de tríceps umedecida de suor e o apressarem para cima das barras de mergulhos em paralelas mais próxima, que fora conectada a um dos lados da Universal Gym Machine.
Eu posso afirmar que Casey não gostou da idéia de fazer mergulhos. . . Especialmente depois de castigar seus tríceps na máquina anterior.
Entretanto, Casey pareceu adquirir um segundo fôlego - não, foi um terceiro ou quarto fôlego - e saltou sobre as barras paralelas e começou sua seqüência de mergulhos.
Ele estava próximo do final da mais dura sessão de treinamento que eu alguma vez testemunhei, e havia pouco que ele tinha terminado de dinamitar seus tríceps em uma máquina Nautilus. Realmente, ninguém poderia esperar que ele fizesse mais que 3 ou 4 mergulhos?
Na realidade, essa é a mesma pergunta que eu fiz para Arthur conforme eu caminhava para perto dele, enquanto ele examinava por cima na lente de seus óculos embaçados as anotações do treinamento anterior de Casey.
" Você está dizendo 3 ou 4 repetições!?!? " observou Jones. " Ou ele fará 20. . . ou eu chutarei o rabo dele para cima dos ombros ".
Para cima e para baixo. Era como se os braços de Viator fossem conectados a um par de pistões bemlubrificados.
As 10 primeiras estavam lentas, suaves, e firmes. As 10 subseqüentes foram um pouco mais
rápidas, com Jones questionando a masculinidade de Casey nas repetições de número 18, 19, e 20. As últimas duas (as repetições 21 e 22) foram dolorosamente l-e-n-t-a-s, com a porção superior do corpo de Viator encharcada de suor e seus tríceps, deltóides, e peitorais como que vibrando abaixo de sua pele.
" Ah-ah-ah-ah-ah, " berrava Viator de seus pulmões, conforme Arthur lhe comandava que fizesse uma descida controlada na última repetição.
Posteriormente Conforme Viator caia sobre um de seus joelhos, Jones sorria discretamente. O trabalho dele estava quase completo.
Ele permitiu a Casey deslizar para cima de um jarro de água fria e pausar durante um par de minutos.
Nesse ínterim, ele observou que todo o treinamento de Viator - pernas, dorsais, ombros, peitorais, e braços - tinha durado exatamente 27 minutos e 40 segundos. Jones declarou que eles teriam terminado em 25 minutos ou menos, se o ginásio não estivesse tão abarrotado.
Então Jones sinalizou para Viator: " Venha aqui. Tire sua camisa e vejamos como você parece? "
Eu passei a uma posição de frente para Casey, porque eu queria ver como pareciam os músculos da porção superior se seu corpo. Primeiro, ele mandou uma pose de duplo bíceps. Todos da dúzia ou algo assim de pessoas no quarto, com exceção de Jones, estavam pasmados. Seus braços se assemelhavam a bolas de futebol americanos molhadas, e com veias pulsando.
Depois ele mandou uma pose lateral de peitorais e bíceps, e seus deltóides e peitorais pareciam como se fossem couraças de mais de 18-polegadas de espessura. Então, ele virou 90 graus e mandou uma pose de costas. Desde seus quadris até seu pescoço, não havia nada mais que montes de músculos sobre mais montes músculos, com estriamentos em todas as partes.
Até mesmo na cabana Quonset vagamente iluminada, as costas, ombros, peitorais e braços de Casey pareciam arder e estar praticamente em chamas. Quando ele os contraia intensamente, seus músculos pareciam como se eles estivessem a ponto de estourar para fora de sua pele.
Eu tinha entrado nas competições de Mr. América da AAU, em 1969 e 1970, assim, eu tinha visto a maioria dos fisiculturistas top daquela época realizar suas rotinas de pose . Mas eu nunca tinha visto nenhum deles tão volumoso, como cortes tão profundos e impressionantes, em qualquer pose. . . quanto estava Casey Viator naquela noite.
O Vencedor É. . .
Do que eu observei naquela noite, era certeza de que Viator derrotaria Ken Waller e ganharia o título de Mr. América. De forma interessante, dois dias depois, Waller foi desqualificado da Amateur Athletic Union por ter aparecido em um anúncio de uma revista relacionada ao exercício, não sancionada pela organização, vários meses antes. Assim, o confronto Viator/Waller nunca aconteceu. Mas Casey
competiu contra 32 outros homens no dia 12 de junho e ganhou facilmente o título de Mr. América 1971 da AAU.
Um dos juízes disse: " Viator estava simplesmente dominando "! Eu estava pensando comigo mesmo, " Era Viator - ou Jones - quem estava dominando? Ou, seria os talentos deles, combinados, que estavam trabalhando juntos? ”
Depois do Mr. América 1971, Viator tinha planos para entrar no NABBA Mr. Universe, que estava marcado para o começo de setembro, em Londres, Inglaterra. Infelizmente, ele teve uma discordância com Jones e deixou de treinar durante vários meses, e ele não foi para o evento de Mr. Universo.
Além disso, depois daquele treinamento supervisionado, em 10 de junho de 1971, Jones nunca mais treinou Viator seriamente. Não, ou melhor. Ele treinou Viator 14 vezes em maio de 1973, durante o Experimento Colorado. Mas isso foi parte de um projeto de pesquisa, e não para uma competição de bodybuilding.
O NABBA Mr. Universe de 1978 Em fevereiro de 1978, depois de outra prolongada folga dos treinamentos, de cerca de quase um ano sem treinar, Viator voltou a Jones e à sede da Nautilus. Ele declarou que ele queria entrar no NABBA Mr. Universe em setembro. Assim, tornou-se parte do trabalho de Jim Flanagan e do meu próprio trabalho, treinar Casey para esta competição.
Flanagan que media 6-pés e 5-polegadas e pesava 120 kg, e eu, o treinamos por três vezes por semana, em rotinas de corpo inteiro, algumas das quais eu descrevo na forma de crônicas em meu novo livro.
Durante os próximos cinco meses, o peso corporal de Viator aumentou de 87 kg para 99 kg - que era 1 kg a mais do que ele pesou em sua vitória ao título de Mr. América, sete anos antes.
Eu tirei centenas de fotografias de Casey no verão de 1978 e algumas das melhores estão em The New Bodybuilding for Old-School Results, inclusive a foto da capa que eu mencionei anteriormente.
No Mr. Universe, Viator colocou-se em um controverso segundo lugar, atrás de Dave Johns. Muitos na audiência acreditavam que Viator é quem deveria ter vencido.
Cruzando aquela Linha Jim Flanagan e eu empurramos Casey tão duro quanto nós pudemos durante nossos seis meses de posse com ele em 1978. Mas não era totalmente igual a ter Arthur Jones nos ombro dele e. . . face a face com ele.
Jones era o definitivo entre os técnicos " faça-isso-do-meu-jeito ", " mãos-na-massa ", " Chute-na-bunda ".
Durante um treinamento, Jones tinha o talento para encontrar rapidamente as teclas corretas de uma pessoa. E este estilo certamente funcionou com Viator - e funcionou com muitos outros levantadores.
Alguns fisiculturistas podem ser pressionados, alguns não podem. Esses que podem ser pressionados normalmente são os que chegam mais alto.
Trabalhando com fisiculturistas por mais de quatro décadas, eu descobri que há uma fina linha separando esses que podem e esses que não podem. Cruzar aquela linha e aceitar os estímulos da pressão pode fazer uma diferença significativa para se adquirir os melhores ganhos possíveis.
Se você está interessado em alcançar o máximo do seu potencial para tamanho muscular e força, você tem que determinar em qual lado da linha você está.
Se você está oscilando do lado " não-me-toque " da linha, faça algo quanto a isto. Envolva-se com um treinador ou um parceiro de treinamento que saiba como bater corretamente em suas teclas chave.
O Grande Mestre da Velha Escola, Arthur Jones, ajudou Casey Viator e a muitos outros praticantes a cruzar aquela linha. . . e alcançar resultados máximos.

O Experimento Colorado



O Experimento Colorado



por Arthur Jones

Publicado na Iron Man Magazine, setembro de 1973, Volume 32 Número 6

O que vem a seguir é um breve relatório preliminar de uma experiência administrada nas instalações da Universidade Estadual do Colorado em maio de 1973.

- LOCAL:- Departamento de Educação Física, Universidade Estadual do Colorado, Forte Collins, Colorado.
- SUPERVISÃO:- Dr. Elliott Plese, Diretor de Laboratório de Fisiologia do Exercício.
Universidade Estadual do Colorado.
- DATAS:- entre 1 de maio de 1973 até 29 de maio de 1973 para um indivíduo (Casey Viator), e decorreu num período de 28 dias. . . e até 23 de maio de 1973 para o segundo indivíduo (Arthur Jones), e decorreu num período de 22 dias.
- LEITURA e determinação da MASSA CORPORAL MAGRA e do CONTEÚDO GORDUROSO para ambos indivíduos foi produzida pelo CONTADOR de CORPO INTEIRO sob a supervisão de James E. Johnson, Ph.D., professor associado, Departamento de Radiologia e Biologia de Radiação, Universidade Estadual do Colorado.
- PROPOSITO do EXPERIMENTO:- é a afirmação do autor de que o crescimento do tecido muscular humano é relacionado à intensidade do exercício; aumentos em força e em massa muscular são produzidos rapidamente por treinamentos muito breves e infreqüente... se a intensidade do exercício for alta o bastante.
É uma segunda afirmação do autor, de que aumentar o volume de treinamento não é necessário e nem desejável. . . pelo contrário, um grande volume de treinamento de alta intensidade na verdade reduzirá a produção de força e o aumento da massa muscular.
É uma terceira afirmação do autor, de que o " trabalho negativo " (contração excêntrica) é um dos fatores mais importantes envolvidos nos exercício executados com a finalidade do aumento da força e da massa muscular.
É uma quarta afirmação do autor, de que nada em termos de uma dieta especial é necessária. . . desde que uma dieta razoavelmente sensata seja oferecida.
É uma quinta afirmação do autor, de que o uso das denominadas " drogas de crescimento " (esteróides) não é nem necessário e nem desejável... pelo contrário.
Repetidos testes com animais e testes duplo-cegos com indivíduos humanos demonstraram claramente que o uso de tais drogas é fortemente contra-indicado.
É uma sexta afirmação do autor de que aumentos máximos possíveis em força e em massa muscular só podem ser produzidos pelo uso de resistência em amplitude completa, de forma rotativa, automaticamente variável, e direta.
Resistência de AMPLITUDE COMPLETA só é oferecida quando o segmento corporal envolvido é movido através de uma completa amplitude possível de movimento, contra resistência constante. . . desde uma posição inicial de extensão muscular completa (uma posição de " pré-estiramento") até uma posição final de contração muscular completa.
Resistência de FORMA ROTATIVA é uma exigência absoluta para exercício de amplitude completa... desde que a contração muscular produz um movimento rotativo da parte corporal relacionada, é necessário que a resistência e a parte corporal girem em um eixo comum.
RESISTÊNCIA AUTOMATICAMENTE VARIÁVEL é uma exigência absoluta para o exercício de alta intensidade. . . considerando que os movimentos produzem mudanças na força utilizável, é necessário que a resistência varie em proporção para com as mudanças resultantes em força.
Também é necessária resistência DIRETA para evitar as limitações impostas pelo envolvimento de estruturas musculares menores e mais fracas. A resistência deve ser imposta "diretamente" contra a parte corporal movimentada pelos músculos que são exercitados.
Formas convencionais de exercício não suprem nenhuma destas exigências; os resultados são o que segue. . . os músculos não são trabalhados ao longo de uma amplitude completa de movimento possível. . . a resistência é limitada a uma quantia que pode ser movida na posição mais fraca. . . pouco ou nada é realizado de modo a se melhorar a flexibilidade, pois não há nenhuma resistência na posição completamente estendida. . . e nenhuma resistência é oferecida na posição completamente contraída.
Apenas equipamentos Nautilus foram usados no Experimento Colorado; equipamentos projetados para suprir todas as exigências para amplitude completa, forma rotativa, resistência automaticamente variável e direta.
· RESULTADOS:-
Primeiro indivíduo (Casey Viator), 28 dias
  • Aumento em peso corporal = 20,376 kg
  • Perda de massa corporal adiposa = 8,068 kg
  • Ganho muscular = 28,444 Kg
Segundo indivíduo (Arthur Jones),22 dias
  • Aumento em peso corporal = 6,129 kg
  • Perda de massa corporal adiposa = 0,819 kg
  • Ganho muscular = 6,948 kg


Deveria ficar claramente entendido que nenhum dos indivíduos era um " indivíduo comum ", e não há nenhuma afirmação de que indivíduos com potencial mediano ou abaixo da média produzirão resultados iguais num programa de exercícios semelhante.
Casey Viator vem treinando em uma base bastante regular por um período de vários anos; com barras e outros equipamentos convencionais de treinamento, até junho de 1970, um ponto no qual ele colocou-se em terceiro lugar na competição de Mr.
América. . . e com barras e equipamentos Nautilus até junho de 1971, quando ele venceu a competição de Mr. América.
De setembro de 1971 até setembro de 1972, ele treinou principalmente com equipamento Nautilus. . . com uso limitado de barras, basicamente, para a realização do agachamento.
De setembro de 1972 até 23 de dezembro de 1972, ele treinou exclusivamente com equipamentos Nautilus. . . limitando seus exercícios a movimentos "apenas negativos".
Ao término daquele período de treinamento ele pesava 90,225 kg.
No início de janeiro de 1973, ele envolveu-se em um sério acidente de trabalho, e como resultado, perdeu a maior parte de um de seus dedos . . . e quase morreu por reação alérgica a uma injeção antitetânica.
Durante aproximadamente quatro meses, a maior parte de janeiro e todo o abril de 1973, ele não treinou nada; e desde então seu nível de atividade esteve baixo, sua dieta esteve adequadamente reduzida. Durante aquele período de quatro meses, ele perdeu aproximadamente 15,135 kg. . . mas 8,438 kg foram perdidos como um resultado direto do acidente e da injeção quase fatal. Assim, sua perda nos quase quatro meses, por abstenção do treinamento foi de apenas 6,696 kg... menos de ½ kg por semana.
O segundo indivíduo (o autor, Arthur Jones) treinou em uma base muito irregular por um período de trinta e quatro anos... e uma vez, dezenove anos atrás, alcançou peso corporal muscular de 92,25 kg.
O autor não fez nenhum treinamento de qualquer tipo por um período de aproximadamente quatro anos, até o fim de novembro de 1972... e então treinou em uma base bastante regular no estilo " apenas negativo " por um período de aproximadamente seis semanas. O treinamento foi cessado completamente no começo de janeiro de 1973... e nenhum treinamento foi realizado novamente até o início do Experimento Colorado.
O peso corporal do autor variou de aproximadamente 66,25 até 72 kg nos últimos dez anos. . . alcançando por curto espaço de tempo, o nível de 85,5 kg ao término de aproximadamente seis meses de treinamento fixo que foi concluído quatro anos antes do início do Experimento Colorado.
Assim ambos os indivíduos demonstraram potencial maior do que média, para massa muscular. . . e ambos os indivíduos estavam reconstruindo níveis pré-existentes de tamanho muscular.
Indubitavelmente, uma certa porcentagem aleatória de indivíduos em um grupo produziria resultados iguais. . . uma porcentagem muito baixa poderia produzir resultados melhores. . . alguns indivíduos produziriam pouco ou nada na forma de resultados. . . mas os resultados comuns provavelmente seriam menores do que esses produzidos pelos dois indivíduos neste experimento. Os fatores básicos determinantes são (1) potencial individual para tamanho muscular, (2) idade, (3) saúde geral, e (4) a intensidade dedicada ao treinamento.
De fato treinar com alta intensidade não é fácil. . . as sessões de treinamento são breves, realmente devem ser breves, mas há uma inclinação aparentemente natural por parte da
maioria dos indivíduos em " pegar leve ". A maioria dos exercícios termina num ponto bem abaixo de um verdadeiro ponto de fracasso muscular. . . então, em um esforço para compensar a redução na intensidade, a prática habitual é acrescentar mais exercícios ao programa.
Entretanto, na verdade, nenhuma quantia de exercício adicional compensaria uma redução na intensidade do exercício... e se levado aos extremos a que tais treinamentos freqüentemente o são, o indivíduo poderá de fato prevenir o crescimento, excedendo a capacidade recuperativa do organismo.
Conforme previamente declarado, é uma afirmação do autor de que aumentos em larga escala, na força e na massa muscular, serão produzidos muito rapidamente por um programa breve de exercício de alta intensidade; e era o propósito desta experiência, demonstrar que tais resultados podem ser produzidos na prática, bem como também teoricamente.
No momento atual, nos círculos do treinamento atlético, já é bem aceito que o treinamento suplementar de força pode ser de muito grande valor para atletas envolvidos em qualquer esporte. Mas na prática, uma inclinação aparentemente natural de se comparar " mais " com " melhor " está na verdade impedindo os atletas de produzir os resultados que poderiam ser produzidos.
Muitos treinadores evitam o treinamento suplementar de força, porque eles "não têm tempo". . . mas na realidade, muito pouco tempo é necessário; caso os exercícios usados forem de alta intensidade, e executados corretamente. Nem por isto é uma afirmação do autor de que usar o equipamento apropriado é a resposta inteira em si mesma. . . ao contrários, bons resultados podem ser produzidos com uma barra ou com treinamento convencional, tal como com as Universal Machines, ou com qualquer equipamento que ofereça trabalho positivo e negativo. A superioridade demonstrada pelos equipamentos Nautilus será desperdiçada em grande parte se o equipamento for usado incorretamente.
. . Os equipamentos Nautilus estão projetados para oferecer um nível de intensidade que é impossível de qualquer outra forma, mas deve ser usado corretamente para produzir resultados máximos possíveis.
Treinamento apropriado produzirá aumentos rápidos, porém contínuos em força e massa muscular. . . e isto foi demonstrado muito claramente pelos resultados do Experimento Colorado.
Por exemplo, durante os primeiros 14 dias, Viator ganhou 13,018 kg, uma média diaria de 0,927 kg. Durante os 3 dias que seguiram, ele ganhou 1,764 kg, uma média diaria de 0,588 kg. Durante o 5 dias que seguiram, ele ganhou 2,740 kg, um média diaria de 0,548 kg. E durante os 6 dias finais, ele ganhou 2,853 kg, uma média diaria 0,476 kg.
Assim, está claro que sua taxa de ganhos estava reduzindo em velocidade ao término da experiência. . . mas está igualmente claro que seu verdadeiro crescimento era muito
constante.
No caso do autor. o padrão era bastante o mesmo. Durante os primeiros 7 dias, foram ganhos 1,836 kg, uma média diaria 0,262 kg. Durante os próximos 7 dias, foram ganhos 2,276 kg, uma média diaria 0,318 kg. E durante os 8 dias finais, foram ganhos 2,07 kg, uma média diaria 0,259 kg.
Não Houve qualquer "surto súbito" de crescimento em nenhum caso ... assim, nós obviamente não estávamos repondo peso perdido por desidratação; ao invés, o crescimento era muito firme ao longo do período de treinamento.
Durante um período de 22 dias, o autor treinou um total de 12 vezes. Três treinamentos diretos durante os primeiros três dias, para superar rapidamente qualquer dor muscular resultante, e então, treinamentos espaçados em aproximadamente 48 horas um do outro.
O tempo de treinamento "total" (entrada e saída do ginásio) foi de exatamente 298 minutos ... 4 horas e 58 minutos, uma média de 24.8 minutos por treinamento.
Foram executadas 122 "séries" durante os 12 treinamentos. . . uma média de apenas 10 séries por treinamento.


Dentro do total de 122 séries, 54 séries foram executadas de um modo "apenas negativo" . . . 14 séries foram executadas de uma forma "negativa acentuada" . . . e 54 séries foram executadas de um modo normal (negativa/positiva).
· APENAS NEGATIVA significa que a resistência foi apenas "abaixada", enquanto envolvia contrações excêntricas.
· NEGATIVA ACENTUADA significa que a resistência foi elevada com ambos os braços (ou ambas as pernas), e então abaixada só com um dos braços ou uma das pernas.
· NORMAIS significa que a resistência foi elevada com ambos os braços (ou pernas) e abaixada da mesma forma.
Apenas "uma única série" de cada exercício foi executada em quase todos os treinamentos, e quando foram executadas duas séries de um exercício, elas nunca foram executados em seqüência.
Quando foram executadas duas séries de qualquer exercício em particular, eles eram realizadas em pontos diferentes em um treinamento. . . e era realizadas por razões diferentes. Por exemplo: um tipo de exercício de " mergulho ", às vezes era executado para dois propósitos diferentes. . . este exercício pode ser usado imediatamente em seguida a um exercício direto para tríceps, para envolver os músculos peitorais com a finalidade de trabalhar os já pré-exauridos músculos tríceps em um nível até mais alto de intensidade... então, em outro ponto no treinamento, isso servia a um propósito quase que precisamente oposto, quando o mesmo exercício era usado para oferecer uma intensidade mais alta de trabalho para os previamente pré-exauridos músculos peitorais.
Enquanto o parágrafo anterior anterior parece bastante confuso à primeira vista, este estilo de treinamento é realmente bastante simples. . . como mostrará o seguinte exemplo.
Quando trabalhado a um ponto de fracasso momentâneo contra resistência direta e imposta isoladamente contra os tríceps, os tríceps podem ser forçados a continuar a um ponto até mesmo maior de intensidade se um segundo exercício for executado imediatamente depois do primeiro exercício.
Mas o segundo exercício tem que solicitar o uso de outras estruturas musculares que tornem possível para os tríceps continuar.
Assim nós trabalhamos o tríceps primeiro em um exercício direto, para um ponto de fracasso... e então imediatamente executamos um segundo exercício, um movimento do tipo " mergulho " com resistência variável, O segundo exercício (o movimento de mergulho) também envolveu os músculos peitorais. . . o que permitiu trabalhar os tríceps muito além de um ponto normal de fracasso.
Assim, naquele caso, o exercício de mergulho foi executado com a finalidade de esgotar totalmente os tríceps.
Mas num outro ponto no treinamento, o mesmo exercício de mergulho foi usado para esgotar totalmente os músculos peitorais. Neste caso, os peitorais foram trabalhados primeiro... e então no ponto de fracasso, foi executado o exercício de mergulho imediatamente depois, enquanto trazia a força dos tríceps ao uso para permitir trabalhar os músculos peitorais além de um ponto normal de fracasso.
Em geral, porém nós executamos só uma série de cada exercício durante cada treinamento, os ganhos do autor neste programa muito breve foram como segue. . . uma média de 0,576 kg por treinamento... uma média de 0,057 kg por série... uma média de 1,377 kg por hora de treinamento.
Os ganhos do outro indivíduo, muito mais jovem, foram muito maiores. Durante um período de 28 dias, como resultado de 14 treinamentos que envolveram um tempo total de treinamento de 7 horas e 50 minutos, numa média de 33.6 minutos por treinamento, os ganhos dele eram como segue. . . um aumento médio de massa muscular de 2,03 kg por treinamento. . . ou 0,126 kg por série. . . e um ganho médio de 3,618 kg para cada hora de treinamento.
Mas e sobre os ganhos em força?
Antes do começo da experiência (aproximadamente uma hora antes do primeiro treinamento), foram executados testes iniciais de força até um ponto de fracasso em uma Máquina Universal. E ao final da experiência (três dias depois do último treinamento), um teste final de força foi executado novamente em uma Máquina Universal.
Durante o primeiro teste, Viator executou 32 repetições no leg press com 180 kg . . . 28 dias depois, não tendo feito nada até mesmo parecido com um leg press nesse meio tempo, ele executou 45 repetições com 378 kg. E foi forçado a desistir nesse ponto, por causa de dor, em vez da fadiga muscular.
Assim a força em suas pernas mais que dobrou no leg press ... embora ele não executasse aquele exercício durante a experiência. Seus outros aumentos de força eram de uma ordem muito alta. . . provando claramente que sua massa muscular aumentada era funcional.
Flexibilidade? próximo do final da experiência, com um peso corporal bem maior que 90 kg, este indivíduo demonstrou claramente uma amplitude de movimento bem maior do que a que seria possível para qualquer membro da equipe de wrestling da Universidade Estadual do Colorado. Na realidade, demonstrou uma amplitude de movimento que excede em muito a amplitude "média" de movimento, a ponto que literalmente deve ser vista para ser apreciada. . . provando claramente que grande tamanho muscular não tem que limitar a flexibilidade, se for produzido por exercícios que ofereçam movimentos de amplitude completa.
O " rítmo " dos treinamentos era muito rápido. . . mas não contínuo ao longo dos treinamentos, alguns curtos períodos de descanso eram envolvidos entre alguns exercícios. E estes períodos de descanso estão INCLUÍDOS nos tempos registrados dos treinamentos. Tempos que eram calculados desde o início até o final de cada sessão de treinamento.
Todos os exercícios foram levados a um ponto de fracasso momentâneo. . . menos nos casos dos exercícios " apenas negativos " que terminavam quando não era mais possível controlar o movimento de descida da resistência.
Em geral, foram executadas aproximadamente dez repetições em cada série; mas em todos os casos, o número máximo possível de repetições foi executado. . . só parando quando era impossível executar outra repetição com boa técnica.
A " técnica " ou estilo de desempenho eram tão rígidos quanto possível, a resistência era movida de uma forma suave, e era mantida brevemente na posição de contração muscular completa. Movimentos súbitos e impulsos eram totalmente evitados.
Vários membros da equipe Denver Broncos de fulebol americano profissional, visitou o laboratório com a finalidade de observar os treinamentos, e então começaram a treinar de um modo idêntico durante as últimas duas semanas da experiência. . . depois da experiência, o Broncos fez um pedido para várias máquinas Nautilus e reduziu drasticamente o tempo anteriormente despendido por eles no treinamento de força.
E enquanto nós estávamos treinando no Colorado, os jogadores de várias outras equipes profissionais de futebol americano estavam treinando em nossas instalações na Flórida. .
. de um modo idêntico, três breves treinamentos semanais que envolvem apenas uma série de aproximadamente uma dúzia de exercícios, com muita ênfase na " parte negativa " do trabalho, tanto quanto possível.
Resultados?
Um jogador profissional de um time canadense ficou tão forte no exercício de pulôver que ele estava usando 304 kg para várias repetições com boa técnica. . . tendo iniciado dois meses antes com 124 kg.
Lou Ross do Buffalo Bills acrescentou 9 kg à sua estrutura corporal de 6 pés e 7 polegadas... reduzindo dois décimos de segundo em seu tempo na corrida de 40 jardas... acrescentou cinco polegadas e meia em sua impulsão vertical... e dobrou a força dele em muitas áreas de movimento. Estes dados foram fornecidos pelo staff de preparadores físicos dos Buffalo Bills que testou Lou antes e depois do período de dois meses em um programa de treinamento Nautilus na Flórida.
Mercury Morris do World Champions Dolphins pesou 3,2 kg a mais do que seu peso corporal prévio e ainda correu as mais rápidas 40 jardas de sua vida quando foi testado. .. após dois meses de treinamento Nautilus de alta intensidade.
Dick Butkus do Chicago Bears nos visitou no Colorado durante o experimento, e treinou lá conosco por vários dias. . . e então, treinou em equipamentos Nautilus em Deland durante um mês antes de retornar ao campo de treinamento e assinar um contrato de cinco anos com os Bears.
Ao todo, doze equipes profissionais de futebol americano e centenas de atletas profissionais estão treinando agora com equipamentos Nautilus. . . tendo aprendido que eles podem produzir resultados muito melhores com muito menos treinamento.
Mas eu repito... o segredo, se é que há algum, é a ALTA INTENSIDADE; e quando você estiver treinando de fato com alta intensidade, você não precisará de um grande volume de treinamento.

sábado, 3 de outubro de 2009

Casey Viator